Virada Cultural foi realizada em dois dias de espetáculos

Fotos: Danilo Ramos

 

Pelo quinto ano consecutivo, Botucatu recebeu neste fim de semana (23 e 24), mais uma edição da Virada Cultural Paulista,  realizada pelo Governo do Estado de São Paulo em parceria com Prefeitura Municipal, o SESC-SP e o MIS, e execução da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA).

No sábado, primeiro dia do festival, o palco principal do evento localizado no Largo da Catedral recebeu as apresentações da banda botucatuense Assopro, do grupo baiano Maglore, do rapper Thaíde e da cantora Pitty. 

A partir das 19h30 os botucatuenses do Assopro abriram as apresentações do palco externo. Formada em 2009, a banda instrumental de Botucatu é conhecida por possuir um som experimental. Em seguida, às 21 horas, foi a vez do grupo Maglore. O trio baiano tem como cerne do trabalho a canção popular. Além de músicas dos dois primeiros discos, Veroz (2011) e Vamos Pra Rua (2013), o grupo mostra também faixas do álbum que está prestes a ser lançado.

Já a partir das 22h30 o ícone do hip hop brasileiro, Thaíde, subiu ao palco. Além da parceria com DJ Hum, que rendeu o clássico Corpo Fechado, ele também teve sucesso na carreira-solo e em programas de televisão. No show, não faltaram Malandragem,  Dá Um Tempo e Senhor Tempo Bom.

Fechando a noite no palco principal, à meia noite, foi a vez de Pitty. A artista trouxe a Botucatu a turnê de seu último disco, Sete Vidas (2014), o qual trás de volta as origens da banda com um rock cru. Ela levou para o palco músicas mais recentes, entre elas Serpente e Lado de Lá, mas sem se esquecer de faixas dos trabalhos anteriores, como Equalize e Me Adora.

No segundo dia do festival, no domingo, a partir das 15h30 a banda de forró Rastapé abriu as apresentações do palco externo. Formada em 1999, ela começou se apresentando em universidades e festas, momento no qual tocava músicas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. A banda de forró, que tem entre os integrantes Jorge Filho (voz), Chiquinho (Cordas) e Seu Jorge (Sanfona), ganhou projeção nacional quando lançou a música Colo de Menina, sempre presente no repertório.

Em seguida, às 17 horas, foi a vez do grupo Puerto Candelaria subir ao palco no Largo da Catedral. Nome importante da cena contemporânea de seu país, o grupo colombiano de jazz foi criado em 2000. O conjunto apresentou seus sons experimentais e ao dar nova cara a ritmos como a cumbia e salsa. O Puerto Candelaria executou canções como Muerta, Fantasy e Cumbia Rebelde.

Já a partir das 18h30 o grupo Biquíni Cavadão subiu ao palco para encerrar a festa em Botucatu. Surgido na década de 80 e consagrado na de 90, o grupo roda o país com a turnê que celebra os seus 30 anos de carreira. O trabalho Me Leve sem Destino serve de base para a apresentação.