Unifac desenvolve projeto de consumismo infantil

Com o objetivo de conscientizar os alunos desde pequenos que ninguém nasce consumista o Colégio Cepra/Unifac, sediou entre os meses de março a junho um projeto sobre consumismo infantil que é um hábito que se forma a partir de valores materiais e que traz sérios problemas para a sustentabilidade. Projeto procura mostrar que é possível mudar esse quadro, buscando alternativas diferentes que não seja o consumo em excesso.

O alvo foram os alunos da Educação Infantil e Fundamenta I e as pessoas envolvidas foram da diretoria, coordenadoria, auxiliares de classe e professores de todas as disciplinas.  De acordo com a diretora geral do colégio Maria Ivete Casini (foto) a meta foi mostrar às crianças que não é preciso sempre consumir para se divertir, dando dicas de atividades divertidas e simples para fugir de programas caros para o bolso e meio ambiente.

“Garantir um futuro abundante àqueles que hoje são crianças não depende apenas da mudança de comportamento da atual geração, mas também de educar o consumo. Esse é o caminho que devemos trilhar em busca do desenvolvimento sustentável”, disse Ivete, lembrando que a coordenação geral foi da professora Adriana.

Realça Ivete que esse processo se inicia já na infância. “Desde pequenas, as crianças devem ser instigadas a descobrir que cada uma de suas ações tem impacto no coletivo e que no que diz respeito ao cuidado com o meio ambiente, isso não é diferente. Antes de serem apresentadas ao mundo do consumo, elas também devem aprender valores essenciais à sobrevivência da humanidade, como a solidariedade, o senso de responsabilidade com o bem comum, o respeito ao outro e ao meio em que vivemos”, colocou a diretora.

Embora esse percurso de aprendizagem sobre o papel na sociedade pareça absolutamente natural, não é assim que tem acontecido, segundo a diretora do colégio. “Um dos maiores desafios da contemporaneidade é reverter o cenário atual: antes de sermos formados para a cidadania, somos treinados a consumir de forma desenfreada”.

Ela ainda enfatiza que essa nova realidade exige reflexões profundas. “Muitas vezes encontramos respostas na educação – conceito amplo e de responsabilidade compartilhada, que não se dá só em casa ou na escola, mas também nas ruas e nas diversas mídias. Observa que as crianças, nesse sentido, são a porta de entrada para o futuro mais sustentável. Se aprenderem a agir e a consumir com consciência, serão importantes transformadores sociais.

“Nas escolas, as iniciativas ainda são muito tímidas, com atividades pedagógicas voltadas principalmente para educação ambiental. É preciso ir além e reforçar a relação entre o consumo e o meio ambiente, tratando do impacto de nossas escolhas no planeta e do dano que nosso atual modelo consumista já causou”, diz Ivete.

E conclui: “Ao mesmo tempo, os alimentos industrializados carregados nas lancheiras e oferecidos nas cantinas, os brinquedos eletrônicos produzidos sem respeito às legislações ambientais e de trabalho e a preocupação excessiva com acesso a bens materiais são apenas alguns dos fatores que contradizem todo o esforço de uma educação para a sustentabilidade.  O fato é que hoje as crianças são induzidas primeiramente a conquistar um espaço no mundo do “ter”. E isso tem grande impacto na sociedade”.