Travestis de Botucatu terão história contada em documentário

Nesta sexta (25), o auditório da Unifac (Faculdades Integradas de Botucatu) na Avenida Leonardo Villas Boas, 351 – Vila Nova Botucatu receberá o lançamento do livro-documentário “A esquina de Monalisa”, de autoria do professor de história e artista plástico, Rodrigo Casali, com documentário de Renato Scorsatto e projeto gráfico de Everton Oliveira. O evento, que conta com o apoio da Prefeitura de Botucatu, terá início ? s 20h30 e será aberto ao público.

O projeto parte das metodologias de pesquisa em história oral: a “etnopoesia” de Hubert Fitche, a “descrição densa” de Geertz, e a “história cultural” de Chartier para a construção de um novo olhar sobre a história das travestis no interior de Estado de São Paulo.

Foram produzidos mil exemplares do livro, que inclui um vídeo-documentário com as histórias de vida contadas pelas travestis de Botucatu. Parte do material será distribuído gratuitamente para Comitês, Conselhos e Assessorias Municipais de Políticas Públicas para a Igualdade de todo o interior do Estado. A outra parte da publicação será comercializada a preços populares (R$ 10).

{n}O projeto{/n}

A partir do seu trabalho com os travestis, Rodrigo Casali realizou, em 2011, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) “Itajahy Martins” a exposição “A esquina de Monalisa”. Ela é composta por pinturas, desenhos e vídeos, nos quais os atores sociais relatam aspectos de seu cotidiano.

No mesmo ano, o trabalho foi vencedor de todas as etapas do prêmio estadual Mapa Cultural Paulista, e recebeu, além da premiação, excelentes críticas de curadores de renome internacional.

Assim, para ampliar essa experiência, o projeto foi contemplado pelo edital do Programa de Ação Cultural – ProAc, do Governo do Estado de São Paulo, voltado ? s atividades com temática LGBT, visando a publicação do livro, acompanhado de um vídeo com histórias de cinco travestis da Cidade de Botucatu, em um processo de tradução para a escrita de uma nova história: aquela vista de baixo.

O trabalho conta com a participação do cineasta botucatuense Renato Scorsatto e com fotografia e arte de Everton Oliveira. O mesmo busca tratar a identidade e representação dessas personagens ocultas em nossas periferias, visando ? promoção da tolerância e da igualdade.