Primeiro Festival ‘Botuáfrica’ é neste final de semana

No próximo final de semana (20 e 21), a Prefeitura de Botucatu, através da Assessoria de Políticas de Promoção da Igualdade, realizará no Espaço Cultural “Antônio Gabriel Marão” o primeiro Festival “Botuáfrica”.

No sábado (20), a partir das 16 horas, tem início o festival com o ato solene de comemoração ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro) com a presença do prefeito João Cury Neto, vice prefeito, Antonio Luiz Caldas Júnior, secretários e vereadores, além da apresentação da Corporação Musical “Dr. Damião Pinheiro Machado”.

Após o ato de abertura do festival, o evento segue com mostra de tecidos e exposição do projeto Botuáfrica; Grupo Artístico Brasil Capoeira; e lançamento do livro “Auto Falantes”, uma referência a cultura afro-brasileira com o professor Rodrigo Casali, no estande da Assessoria de Igualdade.

No mesmo dia, apresentação do grupo Samba da Casa, com o show “Todos temos um pouco de África”, produzido pelos jovens da Fundação Casa de Botucatu. Shows também com Emoção Popular, Eterna Cor, e a banda de samba rock Interpretando.

Seguindo as festividades, no domingo (21), a partir das 13 horas, será realizada a apresentação “Arte de Rua”, com muito hip hop, danças urbanas, malabares e grafites, rap, apresentações artísticas da Apae, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, escolas João Maria e Américo. A partir das 19h30 sobe ao palco do Botuáfrica o grupo Kuanda e banda Badauê. Encerrando o festival, ? s 20 horas, show com Odair Menezes e Cia (foto).

Além dos shows e apresentações, estarão a disposição da população as feiras e exposições da cultura afro-brasileira, como: mostra de tecidos, vestuários e objetos inspirados na cultura afro-brasileira, artesanato, culinária, saúde da população negra, carnaval de Botucatu, exposição de fotos “África em Nós” e ônibus fabricado em Botucatu, pela Irizar, que é exportado ao continente africano.

Além disso, no mesmo evento, no dia 19, ? s 20 horas, no MAC (Museu de Arte Contemporânea – Itajahy Martins), será realizado um bate papo com Mônica Nador e Renato Imbroisi sobre a produção artística de cada um e o projeto Botuáfrica desenvolvido com artesãos de Botucatu. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

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{n}Sobre Mônica Nador{/n}

Artista plástica nascida em Ribeirão Preto/SP. Foi uma das expoentes da “geração 80”. Desenvolveu pinturas em bairros periféricos de várias cidades no Brasil e no exterior com seu projeto “Paredes Pinturas”. Sua proposta era romper e expandir limites na intervenção artística. Em 1994, recebe uma bolsa de estudos da Mid-América Alliance e viaja para os Estados Unidos.

De volta ao Brasil, recebe em 1999, a Bolsa Vitae de Artes, na área de artes visuais com o projeto “Paredes Pinturas”. Neste mesmo ano, desenvolve em conjunto com os moradores da Vila Rhodia, em São José dos Campos, São Paulo, o projeto “Paredes Pintadas”, que consiste na criação de desenhos em máscaras de acetato que são pintados nas casas do bairro.

Levou o “Paredes Pinturas” para diversos estados do Brasil, Cuba, Japão, México e outros países. Participou de diversas bienais internacionais. Em 2004, fundou com outros artistas e moradores do Jardim Miriam, bairro da Zona Sul da cidade São Paulo, o Jamac – Jardim Miriam Arte Clube.

Neste espaço, a convivência cotidiana entre artistas moradores do bairro, realizam projetos artísticos coletivos coordenados por Mônica, e debates políticos e culturais com convidados das diversas áreas do conhecimento (geógrafos, filósofos, cientistas sociais, artistas, entre outros). Em 2006, o Jamac figurou entre os selecionados para a 27ª Bienal Internacional de São Paulo.