Notícias do Museu do Café irão ser lidas nos EUA

O Museu do Café da Fazenda Lageado recebeu a visita de Hector D. Alvarez, engenheiro da Divisão Médica da empresa General Eletric, que reside em Miami. Hector é argentino, mas trabalha e mora nos Estados Unidos há bastante tempo. Aproveitando as férias e a convite de amigos botucatuenses, veio conhecer o acervo do Museu e os prédios da área histórica.

Durante a visita o Coordenador do Núcleo. José Eduardo Candeias, expôs as ações que vem sendo desenvolvidas desde 2006 e o visitante se interessou pelo boletim “Lageado é Notícia!” que informa sobre os eventos e demais fatos da área histórica. Sendo assim, a partir de agora, o “Lageado é Notícia!” passa a ser enviado quinzenalmente para Hector em Miami, Estados Unidos.

Candeias enfoca que tem sido constante, um número expressivo de estrangeiros tem passado pelo Museu todo mês. Em maio, dentre outros o Museu recebeu um turista de Israel, um de Liechtenstein, e um da Suíça. “A maioria é unânime em afirmar que fica impressionada pelo conjunto de prédios e os sistemas de tratamento dos grãos do café que foram implantados na Fazenda. O acervo do Museu é um capitulo a parte, pois, grande parte dos objetos desperta curiosidade nos estrangeiros”, frisa Candeias.

Lembra o coordenador do Núcleo que no mês de maio o Museu recebeu com exatos 1.424 visitantes. Somando no ano de 2012 já atingiu a marca de 7.037 visitantes. De 2006 até maio de 2012 foram 79.717 visitantes. “Uma marca significativa”, avalia.

Outro ponto destacado por Candeias foi o acidente onde um caminhão atingiu o prédio histórico, no dia 17 de maio. Esse veículo que circulava pela área histórica atingiu um muro e em seguida o canto do prédio da serraria. Com o impacto, parte do muro foi destruída e o prédio da serraria sofreu trincas e deslocamento de uma viga de madeira que apóia o telhado. O prédio atingido, que é um dos mais importantes do conjunto histórico, é tombado e datado do início do século passado, por volta de 1905. O motorista foi identificado e o caso está sendo acompanhado pela Diretoria da Faculdade.

{n}Lembrança do Museu{/n}

Uma boa novidade da direção do Museu é atender a uma reivindicação dos visitantes que reclamavam que não podiam levar nenhuma lembrança da visita a área histórica e ao Museu. Dessa forma o Museu do Café, deu inicio a uma nova fase em sua relação com os visitantes. A partir de agora, os visitantes poderão levar uma lembrança da visita. Está sendo comercializado no Museu o boné com a logomarca da Fazenda Lageado.

A logomarca é a imagem já tradicional do pontilhão que une o terreiro ao prédio da tulha, com destaque para o portal de entrada do prédio. Os bonés serão vendidos por apenas R$ 10,00 sendo que os recursos obtidos serão investidos no projeto, permitindo a ampliação das ações que vem sendo desenvolvidas desde 2006. É uma boa oportunidade para colaborar com o projeto e levar uma lembrança.

{n}Ampliando acervo {/n}

Por meio do projeto que visa a preservação, o Museu continua ampliando seu acervo. Dessa vez foram duas doações: O professor Marco Antonio Assis de Souza, doou objetos que pertenciam a seu pai. Francisco Assis de Souza, ex-funcionário da agência local do Banco do Brasil, já falecido. Foram doadas uma escrivaninha, duas máquinas de escrever da marca Remington, uma calculadora, dentre outros objetos.

Já a SICCOBCREDICITRUS, de Bebedouro doou duas máquinas, sendo uma selecionadora de grãos de café da marca Blasi, fabricada em Botucatu, e uma beneficiadora fabricada pela D´Andrea de Limeira. Finalmente, Antonio Pincelli, tradicional comerciante da Vila dos Lavradores, também doou objetos, como um rádio elétrico ? válvula, uma balança de pratos dentre outros objetos. Todas essas doações vêm incrementar o acervo do Museu e demonstram, de forma inequívoca, a importância do Museu do Café, não só para a cidade de Botucatu, mas para a região, como local de preservação da história e da cultura. Os doadores passam a ser nossos novos parceiros.