Museu do Café sedia a 6ª edição do “Amigos do Lageado”

Fotos: Valéria Cuter

Em solenidade ocorrida no Museu do Café da Faculdade de Ciências Agronômicas, da Unesp de Botucatu, na manhã desta sexta-feira (14) aconteceu a entrega do certificado de “Empresa Amiga da Fazenda Lageado”. O mestre do cerimonial foi José Eduardo Candeias, coordenador do Núcleo, que fez um apanhado geral das atividades desenvolvidas no Museu e anunciou as pessoas físicas, instituições e empresas, entre elas o jornal {n}Acontece Botucatu{/n}, que receberam seus certificados.

Realizado pelo sexto ano consecutivo, o evento tem a finalidade principal de agradecer parceiros e colaboradores do projeto, inclusive pessoas físicas que doaram peças ao Museu. “A solenidade também ajuda a consolidar o projeto, tido como um dos mais importantes na difusão da história, da cultura e no incentivo ao turismo em Botucatu”, disse Candeias.

O coordenador do projeto, também enfatizou que a entrega dos certificados demonstra a importância que a FCA atribui aos parceiros. “O certificado é concedido pela Congregação da Faculdade, num gesto de reconhecimento da comunidade acadêmica ao apoio que os parceiros têm oferecido ao projeto”.

Reafirmando o sucesso da iniciativa, Candeias relatou que desde 2006 até o mês de novembro de 2012, cerca de 91 mil pessoas, de várias regiões do Brasil e do mundo já visitaram o Museu do Café e a meta é atingir a marca dos 100 mil visitantes em julho do ano que vem.

O diretor da FAC, professor Edivaldo Domingues Velini, disse que a Faculdade sente-se honrada em estar instalada numa área histórica do município e tem a obrigação de zelar por isso. “É importante cuidarmos do nosso patrimônio histórico, pois sem memória não há identidade. Nesse sentido, os parceiros deram um suporte importantíssimo, principalmente para o impulso inicial no projeto. Hoje, em decorrência do sucesso do Projeto, Botucatu é uma cidade com potencial arqueológico reconhecido no mundo”, colocou Velini.

O arquiteto Guilherme Michelin, homenageado no evento, disse que o projeto do Museu do Café foi usado como base para o processo de tombamento da área histórica da Fazenda Lageado. O Projeto “Revitalização de Uso da Área Histórica da Fazenda Lageado” acabou se tornando parte do seu projeto de mestrado, concluído em 2010. “Procurei valorizar e contar a história de todas as pessoas que colaboraram para transformar o Lageado no que ele é hoje”, disse.

Entusiasta do projeto, o prefeito de Botucatu João Cury Neto falou sobre o apoio que sua gestão pretende continuar dando ao Museu do Café. “Há muitas mensagens num encontro como esse. Uma delas é a capacidade da sociedade civil de Botucatu em se organizar em torno de um projeto independente do poder público. Estou muito feliz pela participação da Prefeitura. Quando a sociedade civil exige, nós precisamos responder. Não podemos ficar ? margem e estaremos juntos nos próximos quatro anos do meu segundo mandato”, garantiu o chefe do Executivo Botucatuense.