Museu do café recebe exposição de Naif Inês Vitória

Entre os dias 10 de outubro a 10 de novembro o Salão de Artes do Museu do Café da Fazenda Lageado estará expondo as obras da artista plástica Naif Inês Vitória, que  trabalha e reside em Salvador e sua obra esta bastante focada no universo da Bahia, com suas características únicas. Inês é artista exclusiva da “Cia Arte Cultura”, com curadoria de Oscar D’ Ambrosio, doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp.

Essa é a 41º mostra que o Museu do Café realiza desde 2010, trazendo pela primeira vez para Botucatu os trabalhos de Inês Vitória que podem ser apreciadas de segunda a sexta-feira,  das 8 às 17 horas e aos sábados, domingos e feriados das 12 às 18 horas.

                                                                                                                                       

A  exposição

As mulheres retratadas por  Inês Vitória constituem um universo peculiar de poéticos jogos de cores e formas com um estilo bem demarcado. Existe nelas uma forma de expressão diferenciada e uma identidade visual que conquistam desde o primeiro momento. São autênticos personagens prontos a nos contar estórias.

O maior mérito dessa pintura está na sua espontaneidade. Seja nas cenas em que aparece um casal ou naquelas que temos uma dupla de mulheres, existe um mesmo diálogo com a tradição da pintura, no sentido de colocar em cena uma interpretação do mundo, no presente caso marcada pela felicidade.

Há nas telas a convicção de que a vida vale a pena e que as flores e outros elementos decorativos que rodeiam as figuras principais funcionam como adereços de um caminhar que se distingue pela certeza de que a arte deve buscar a beleza e se manifesta de diversas maneiras, como a presença de cores quentes e a intensa ocupação do espaço.

Inês Vitória reúne em sua prática visual um olhar sobre as mulheres que exprime malandragem e sensualidade. São garotas faceiras que trazem a nostalgia de um Brasil perdido em que ser feliz era possível sem nenhuma forma de culpa. Assim, suas imagens conquistam e fazem sorrir com delicada jovialidade.