Museu do Café define diretrizes para preservar a área histórica

Fotos: Valéria Cuter

Com a conclusão do processo de tombamento da Fazenda Lageado em 2013, diversas ações devem ser encaminhadas em 2014 com a definição de algumas políticas internas que deverão ser observadas objetivando dar cumprimento ao estabelecido no instrumento de tombamento. Quem diz isso é o coordenador do Núcleo, José Eduardo Candeias.

“Serão fundamentais, além da participação da comunidade interna e externa, o envolvimento dos partícipes nos objetivos comuns e a definição de ações que tenham como objetivo fundamental a proteção do espaço”, explica Candeias, enfatizando que também serão elencados projetos com objetivo de captar recursos por meio de agências financiadoras públicas e junto ? iniciativa privada para o restauro dos prédios e instalações. “Paralelamente, também espera-se para este ano a instalação e operação da cafeteria que irá funcionar na parte inferior do prédio que abriga o Museu”, prevê.

O objetivo é também utilizar o espaço defronte ao prédio para ambientar uma praça a ser utilizada pelos freqüentadores da cafeteria. “Esse espaço deve ser explorado por terceiros mediante pagamento de aluguel que será revertido para o Museu”, diz. Também estão previstas intervenções que deverão ser feitas pela própria estrutura de manutenção da Faculdade ou mediante contratação de empresa. Nesse caso estão incluídos serviços de recuperação estrutural e conseqüente restauro da antiga “Casa Grande”, onde está abrigado o Museu.

Também deverão ser feitos reparos em algumas estruturas que estão sendo comprometidas, como por exemplo, o piso do terreiro que apresenta vários buracos podendo causar danos maiores na estrutura, o prédio da serraria que foi atingido por um caminhão e o telhado do paiol cujas telhas estão caindo.

Outra obra prevista é refazer o tradicional pontilhão que liga o terreiro ao prédio da tulha, que está todo torto e desalinhado ao ser atingido por um caminhão baú, a limpeza geral do prédio do anfiteatro do terreiro, e da tulha para que possam ser utilizados para diversas finalidades. Essas, de acordo com Candeias, são ações de pequena monta e que devem ser encaradas de imediato sob pena de, num futuro bem próximo, vir a trazer danos muito mais significativos para todo o conjunto.

“Enfim esperamos que todo o trabalho plantado, com muito esforço ao longo dos últimos anos não venha a se perder, mas que ganhe cada vez mais reconhecimento de toda comunidade e, principalmente, dos dirigentes da Universidade, maiores responsáveis pela preservação de todo esse importante conjunto arquitetônico histórico”, conclui Candeias.