Metalúrgico pesca pirambóia gigante no Porto Said

“Isso é conversa de pescador”. Essa frase é muito usada quando alguém fala algo que parece exagerado ou fora da realidade cotidiana. Isso também se aplica a pescadores que, quando retornam de uma pescaria, contam histórias mirabolantes sobre suas façanhas ? beira do rio. Porém, o maior peixe sempre escapa.

Porém, o que o metalúrgico Júnior César Afonso de Arruda, de 29 anos, o Cesinha, fez não se resume em mais uma história de pescador. Ele apanhou um peixe, conhecido como pirambóia de quase dois metros de comprimento e com, aproximadamente, 10 quilos de peso. Claro que se ele contasse essa história, poucos, acreditariam. O fato se deu em uma furna do Porto Said.

Prudentemente, para não passar por mentiroso, Cesinha fisgou o peixe e fez questão que sua proeza fosse fotografada. “Eu estava no rio, atrás de pirambóias, que são abundantes naquela região, mas quando senti o “puxão”, percebi que não se tratava de um peixe comum”, enfoca.

E o metalúrgico continua a narrar sua aventura. “Tive que brigar muito tempo para tirar a pirambóia da água. Não foi fácil, pois esse tipo de peixe vive em um habitat onde é comum o crescimento de diferentes tipos de vegetação”, conta o pescador.

Ele levou o peixe para o rancho do seu sogro, Osvaldo Castilho, e não é preciso dizer que assustou todo mundo. “Foi um susto geral, pois o peixe que tem o formato de uma cobra impressiona. Mas depois ele foi limpo e meu sogro fez uma deliciosa muqueca de pirambóia”, concluiu Cesinha.

{n}Pirambóia{/n}

A pirambóia (Lepidosiren paradoxa), também conhecido como peixe-cobra, é um curioso peixe de corpo serpentiforme pertencente ? ordem Dipnoi (peixes pulmonados). Consegue sobreviver em águas onde a capacidade de oxigênio é muito escassa.

Isso é possível graças ? bexiga natatória adaptada para utilizar o oxigênio do ar – uma espécie de pulmão. Assim, a pirambóia sobe com freqüência ? superfície. A espécie se alimenta de insetos, crustáceos, vermes, anfíbios, peixes e vegetais.

Contudo, quando o alimento torna-se escasso em seu território ela, simplesmente, resolve o problema saindo da água e deslocando-se no solo úmido entre a vegetação com movimentos de serpente até outra lagoa situada nas proximidades.