Mateus Sartori e Danilo Caymmi emocionam o Municipal

Um show para Botucatu não esquecer. Foi o que se viu no palco do Teatro Municipal “Camilo Fernandez Dinucci”, na noite desta sexta-feira (10), a partir das 20h30, que reuniu sucessos de um dos maiores gênios da Música Popular Brasileira (MPB): Dorival Caymmi, na voz de “Mateus Sartori que teve como convidado especial Danilo Caymmi.

O show musical é inspirado no álbum “Dois de Fevereiro”, de Mateus Sartori, lançado em 2007, considerado pela crítica especializada como um dos melhores do ano, trazendo canções de várias épocas de Dorival Caymmi. Um dos momentos marcantes do show foi a entrada de Danilo, filho de Caymmi, com seu “vozeirão” inconfundível, muito semelhante ? do pai.

Durante o transcorrer do show o privilegiado público acompanhou (e cantou) composições como Maracangalha, Rosa Morena, Saudade da Bahia, Marina, Dois de Fevereiro, O Samba da Minha Terra, além de canções de Danilo Caymmi como Casaco Marrom, Andança e O Bem e o Mal. Mateus e Danilo foram acompanhados pelos músicos Michi Ruzitschka (violão), Jardel Caetano (violão), Marcos Paiva (baixo), Felipe Roseno (percussão) e Patrícia Ribeiro (cello).

De todos os momentos do show, dois foram antológicos. No primeiro, Matheus, “brincou” com sua voz ao interpretar o clássico Só Louco, sozinho no palco, sem nenhum acompanhamento. No encerramento do show Mateus, Danilo, os músicos e, principalmente, o público interpretaram um dos maiores sucessos de Danilo Caymmi: Andança.

“Quem não tem o mar pode ter as canções de Dorival Caymmi e fazer delas uma viagem para navegá-lo”. É assim que o paulista Mateus Sartori explica a escolha do compositor baiano como centro deste trabalho. Diz que a obra de Caymmi tem uma vantagem: soa tão natural que parece de domínio público.
“Aprendi em casa, na escola, em corais etc. É aquela simplicidade que também é complexa e me encantou desde cedo. Tinha idéia de fazer um disco de voz e violão e outra de gravar algumas canções de Caymmi e quando falei sobre isso ao produtor Rodolfo Stroeter, ele sugeriu os dois projetos em um só”, lembra Mateus Sartori. “E dividir o palco com Danilo é um privilégio, um momento marcante na minha carreira”, emenda.

{n}Fotos: Valéria Cuter

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