Livro sobre temas judiciais é lançado em grande estilo

Um evento bastante concorrido aconteceu no Showroom da Construtora Resiplan, na Rua Azaléia, 399, Vila dos Médicos, na noite desta quarta-feira, onde convidados foram recebidos em um coquetel de lançamento oficial do livro “Temas Avançados de Direito Privado e Processo”. O evento contou com a presença de diversas personalidades e profissionais da área jurídica, como juízes, promotores advogados, etc. O apoio cultural foi da Construtora Resiplan e Vivendas de La Salle.

O livro tem como coordenadores Luiz Alexandre Cruz Ferreira, Luiz Augusto Freire Teotônio e Paulo José Freire Teotônio e foi lançado pela editora Pensamentos & Letras, contando com a colaboração de diversos autores que elaboram textos referentes ás suas respectivas especialidades judiciais, com estudos e homenagens a JJ. Calmon De Passos.

Estão contidos no livro textos de Alexandre Mendes Cruz Ferreira, André Murilo Parente Nogueira, Cristiano de Castro Jarreta Coelho, Humberto Dalla Bernardina de Pinha, Iberê de Castro Dias, Iriana Maira Munhoz, José Antônio Tedeschi, José Joaquim Calmon de Passos, Jussara Suzi Assis Borges Nasser Ferreira, Luís Augusto Freire Teotônio, Luiz Alexandre Cruz Ferreira, Luiz Antonio Grisard, Luiz Manoel Gomes Filho, Míriam Fecchio Chueiri, Paulo Henrique Silva Godoy, Paulo José Freire Teotônio, Pedro Paulo Grizzo Serignolli, Renato Maso Previde, Sebastião Sérgio da Silveira, Silvio Henrique Freire Teotônio e Túlio Celso de Oliveira Ragozo.

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Um dos colaboradores desse livro foi André Murilo Parente Nogueira, que explanou sobre a forma mais ágil, mais célere, mais eficaz, para aplicação da Justiça. “Isso passa pela facilidade de defesa de quem deve, abordando aspectos que estão fora do mundo do processo, mas que são importantes para o sistema jurídico”, comentou Nogueira.

O juiz José Antônio Tedeschi abordou em seu texto um assunto que gera muita polêmica e diz respeito ? transfusão de sangue, enfocando, especificamente, os adeptos da religião “Testemunhas de Jeová”, seita religiosa que não aceita a transfusão em nenhuma hipótese, mesmo que isso seja a única maneira se salvar a vida de um paciente.

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“Por convicção religiosa eles (Testemunhas) não se submetem a transfusão e em muitos casos o procedimento é necessário para salvar a vida do paciente. Existem conseqüências criminais e civis para médicos que realizam o procedimento da transfusão contra vontade da família. Por isso, os médicos buscam os meios judiciais que autorizam o procedimento necessário para preservar a vida de um paciente”, frisou Tedeschi.

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Uma das advogadas que participou do livro foi Iriana Maira Munhoz, que procurou abordar um tema que está sendo conflitante na sistemática jurídica que é a adoção por casais homoafetivos. “Eu quis trazer para os estudantes de direito esse artigo para demonstrar que o Estado precisa solucionar esse problema jurídico. Seria importante que a pessoa interessada lesse o artigo para se aprofundar sobre o assunto”, frisou Iriana.

Por: Quico Cuter
Fotos: Valéria Cuter