Livro encerra as comemorações dos 100 anos de Dom Zioni

Por: Quico Cuter
Fotos: David Devidé

Não podia ser diferente. O lançamento oficial do livro “Um Homem”, realizado na manhã deste domingo (24), que conta a história do Arcebispo Emérito de Botucatu Dom Vicente Ângelo José Marchetti Zioni, um dos sacerdotes católicos de maior longevidade no país, foi marcado em clima de muita emoção.

A solenidade aconteceu na Catedral Metropolitana de Botucatu, com uma missa solene celebrada pelo Arcebispo Dom Maurício Grotto de Camargo. Várias autoridades civis, políticas e eclesiásticas vindas de diversas regiões marcaram presença na celebração e participaram de um almoço.

A idéia desta obra veio da comunidade católica da Cidade, sendo todo trabalho de edição coordenado pela jornalista Adriana Ribeiro que foi buscar relatos de pessoas que conviveram com Dom Zioni. “São elas que contam no livro um pouco da história do religioso que teve um trabalho de muita relevância frente ? Arquidiocese de Botucatu”, ressalta a jornalista. Foram dezenas de relatos em 230 páginas e a obra é encerrada com imagens fotográficas.

Fazem parte do livro pessoas que conviveram com Dom Zioni e pertencem a diferentes segmentos sociais, entre eles vários religiosos, jornalistas, médicos, professores, empresários, escritores, entre outros, com prefácio assinado por ninguém menos do que o Arcebispo Dom Antônio Maria Mucciolo, que substituiu Dom Zioni na Arquidiocese de Botucatu e faleceu no ano passado.

São mais de 90 relatos e cada co-autor do livro escolheu uma passagem diferente que teve com Dom Zioni. Algumas dessas pessoas mostram uma vivência muito próxima a ele. São histórias que contam toda a trajetória de Dom Zioni em Botucatu, desde quando tomou posse em 12 de abril de 1969 até sua morte em 15 de agosto de 2007.

O livro será comercializado ao preço de R$ 20,00 e estará disponível dos interessados em livrarias e papelarias da Cidade e toda a renda obtida será revertida em prol da Casa dos Meninos, que foi o lar do Arcebispo por muitos anos, depois que deixou o comando da Arquidiocese de Botucatu.

{n}Um pouco da história{/n}

Dom Zioni nasceu no dia 14 de dezembro de 1911 em São Paulo. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de abril de 1936, em Roma, Itália, na Basílica de São João do Latrão. Bacharel em Teologia e Direito Canônico pela Universidade Gregoriana, foi reitor do antigo Seminário Central do Ipiranga, de São Paulo. Nomeado bispo-auxiliar de São Paulo pelo Papa Pio XII, foi sagrado na Catedral da Sé no dia 29 de junho de 1955, com o lema: “A caridade fraterna permaneça”.

Professor e formador de dezenas de padres e bispos, dentre os quais o Primaz do Brasil e Arcebispo de Salvador, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Zioni foi o primeiro bispo diocesano de Bauru (1964-1968) e o segundo arcebispo metropolitano de Botucatu (1969-1989).

Em toda a sua vida sacerdotal Dom Zioni sempre pregou a humildade e assim viveu até seu falecimento, numa quarta-feira do dia 15 de agosto de 2007, por volta das 10 da manhã e está sepultado na cripta da Catedral de Botucatu. Era pesquisador de fatos da história de Botucatu e da Igreja na região. Com dificuldade de se locomover, passava longas horas lendo e pesquisando em um apartamento, na Casa dos Meninos “Sagrada Família”, onde passou seus últimos dias.