Léo & Júnior lançam o primeiro DVD da carreira com a HRP

Depois de quatro CDs, a dupla Léo & Júnior reuniu um verdadeiro time de feras para realizar o trabalho do lançamento do DVD intitulado “Livre”, que contou com a produção musical do maestro Pinócchio. O áudio ficou por conta de Ivan Miyazato, com vídeo e cenários produzidos por Fernando “Catatau” Trevisan. Este é o primeiro trabalho realizado com o empresário Hamilton Régis Policastro, da HRP Produções Artísticas e marca uma nova fase na carreira da dupla.

A repercussão do trabalho é bastante positiva. “Ser produzido pelo Pinócchio foi a realização de um antigo sonho nosso”, frisou Léo, lembrando que a dupla havia procurado o maestro para produzir o primeiro disco. “Na época, fomos até a Gravodisc conversar com o Pinócchio, mas acabou não dando certo”, diz Leo. “Agora estamos realizando esse sonho e com mais requinte, pois contamos também com o Ivan Miyazato e com o Catatau, que são profissionais do mais alto gabarito”, acrescentou Júnior.

A primeira música de trabalho “Ô Lá Em Casa”, já é sucesso em todo o Brasil e agita as melhores baladas universitárias da atualidade. Ela ganhou uma versão ainda mais moderna unindo o “batidão” sertanejo com o cavaco, instrumento típico do samba e pagode. Dos trabalhos anteriores, destacam-se ainda neste novo CD/DVD, “Chego Chorar”, “Alô”, “A Pegada” e “Cinderela” que dividem uma grande produção como canções novas como: “Blá-Blá-Blá“, “Batom Vermelho”, “Não Desisto de Você”, Chora Que Melhora” e “Livre”, que dá nome ao novo trabalho, entre outras.

Reconhecidamente, um grande compositor, Júnior explica que se utiliza de vários meios para as criações. “Busco as gírias populares de uma determinada região, palavras ou frases que estão na boca da moçada. Uma das novas músicas “Fique Com Meu Beijo e Tchau”, por exemplo, está no MSN de uma pessoa amiga. Quando vi, começou a borbulhar a letra na minha cabeça”, conta revelando que a criação da melodia deixa sob a responsabilidade do irmão Léo.

O trabalho é, basicamente, composto por músicas dançantes, ao estilo universitário, mas a música sertaneja raiz não é deixada de lado. O pai, Leonildo, e o avô, José, chegaram a cantar com Tião Carreiro e tocaram acordeão com o saudoso Robertinho. “Meu avô tocava boiada e participava de rodas de viola, tanto nas comitivas, quanto nos “botecos”, tomando o seu conhaque”, salienta Léo. “Foi daí que nasceu o nosso amor pelas modas de viola e em nossos shows fazemos uma seleção especial com grandes clássicos”, complementa Júnior.

{n}A história{/n}

Tudo começou quando os irmãos Leonardo e Wagner, então como 9 e 6 anos, davam os primeiros sinais de talento, musicalidade e carisma apresentando-se em festivais e concursos escolares, para o orgulho daquela família simples, formada por agricultores na pequena cidade de Rubiacéa, interior de São Paulo.

Ainda pré-adolescentes, em 1990, com a ajuda dos pais e avós, compraram seus primeiros instrumentos musicais e montaram a Banda Nova Era. Com Wando na guitarra e Wagner na bateria, eles faziam shows pelas cidades da região de Araçatuba (SP). Além dos shows próprios a banda acompanhou grandes nomes da música sertaneja, da época, como: Gilberto e Gilmar, Joaquim e Manuel e Tonico e Tinoco, uma verdadeira escola para os artistas.
Em 1998 os irmãos ampliaram o grupo, passando a chamar Banda Califórnia, com apresentação em grandes feiras, exposições e festas de peão de boiadeiro. A banda era presença constante em programas regionais de TV.

Em 1999, buscando ampliar seus horizontes, os irmãos mudaram-se para São Paulo. Em fevereiro de 2000, Leonardo assumiu o nome artístico de Léo e Wagner de Júnior. Passaram a cantar em casas noturnas, muitas vezes acompanhando grandes nomes da música.

Em 2004 veio o primeiro trabalho profissional com a gravação do CD “Cowboy do Asfalto”, lançado de forma independente que foi bem recebido pela crítica e público. Depois veio o CD “Alegrando o Brasil”, gravado em 2008 e em 2010 é lançado o CD “Fora do Normal”. Já em 2011 o CD/DVD “Livre”, já é um dos trabalhos artísticos mais elogiados pela crítica especializada.

Por: Quico Cuter
Fotos: Valéria Cuter