João Bosco fecha o Botucanto 2011 em grande estilo

Na noite deste sábado (8) a Cidade de Botucatu recebe um dos maiores nome da Música Popular Brasileira: João Bosco, que irá fechar com chave de ouro a edição 2011 do Botucanto. O artista entre no palco após a apresentação das dez músicas classificadas nas três eliminatórias do Festival.

O cantor mineiro traz para o palco do Botucanto sucessos inesquecíveis como: O mestre sala dos mares; O bêbado e a equilibrista; Dois pra lá, dois prá cá; Incompatibilidade de gênios; Bala com bala; Kid cavaquinho; Caça ? raposa; Falso brilhante; O rancho da goiabada; Papel mach; Gol anulado, Tiro de Misericórdia; De frente pro crime; Fantasia; Bodas de prata; Latin lover; O ronco da cuíca; Bijouterias; Corsário, entre muitas outras.

João Bosco, torcedor do Clube Atlético Mineiro, começou a tocar violão aos doze anos, incentivado por uma família repleta de músicos. Alguns anos depois, iniciou na Escola de Minas em Ouro Preto cursando Engenharia Civil . Apesar de não deixar de lado os estudos, dedicava-se sobremaneira ? carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como jazz e bossa nova e pelo tropicalismo. Criou seu próprio e inconfundível estilo no violão, que marcou sua carreira o acompanham até os dias atuais.

A primeira gravação saiu no disco de bolso do jornal O Pasquim: Agnus Sei (1962). No ano seguinte, selou contrato com a gravadora RCA, lançando o primeiro disco, que levava apenas seu nome. Em 1967 conheceu Vinicius de Moraes, com o qual fez parceria em muitas músicas, entre elas Rosa-dos-ventos, Samba do pouso e O mergulhador.

Em 1970 conheceu aquele que viria a ser o mais frequente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: o letrista Aldir Blanc. Os versos de Aldir Blanc aliado ao talento musical de João Bosco resultaram numa das mais perfeitas e criativas parcerias da MPB.

Em 1972 João Bosco conheceu Elis Regina, que gravou uma parceria sua com Blanc: Bala com Bala; a carreira deslanchou quando da interpretação da cantora para o bolero Dois pra lá, dois pra cá. Depois a cantora passou a ser a maior intérprete da dupla. O show Falso Brilhante, extraído de uma das músicas de Bosco/Blanc, ficou em cartas por vários anos assistido por centenas de milhares de pessoas em, diferente casa de espetáculos do Brasil.