Irmãos nascidos no Lageado se reencontram no Museu do Café

Os irmãos Orlando, Aníbal e Leonor Bertolla, nascidos na Fazenda Lageado na década de 20, visitaram o Museu do Café e reencontraram fotos de seus pais e deles próprios da década de 40. A visita foi uma volta no tempo, oportunidade na qual os três irmãos reviveram bons momentos vividos na Fazenda Lageado.

Eles eram filhos do Sr. Atílio Bertola, nascido em 1895 na Fazenda do Canela e que foi fiscal da Colônia Fazendinha, de 1925 até 1934. A Colônia Fazendinha era a maior e uma das mais importantes colônias da Fazenda Lageado, enquanto propriedade particular (até a década de 30). Na década de 20 a Colônia Fazendinha tinha plantado 700 mil pés de café.

Ao todo eram seis irmãos: Orlando, Aníbal, Leonor, Alcindo, Genésio e Júlio.
No mês de agosto, Leonor visitou o Museu acompanhada pela filha, pelo genro e pelo irmão mais novo Júlio e agora retornou com seus outros dois irmãos mais velhos Orlando e Aníbal.

Orlando, o mais velho dos irmãos, hoje com 90 anos, demonstrou, como os demais, possuir memória privilegiada, pois juntos aproveitaram a oportunidade para recordar situações vividas quando ainda eram pequenos, lembrando detalhes importantes de como era a vida na Colônia.

Durante a visita, acompanhados pelo coordenador do projeto, José Eduardo Candeias, conheceram todo o acervo do Museu, além de se interessarem também pelos novos projetos. Demonstraram interesse no tocante ao tombamento da área histórica e também se interessaram pelo trabalho desenvolvido pelas Empresas Amigas da Fazenda Lageado.

O Museu possui, além das fotos da família Bertola, gentilmente cedida pela filha de Leonor, de nome Julieta, um texto de autoria de Aníbal que expõe as dificuldades enfrentadas por todos os que trabalhavam na roça, com detalhes interessantes e pitorescos. O relato não deixa também de expor aos visitantes momentos pitorescos da vida na colônia e das alegrias proporcionadas pelas festas que eram realizadas no local.

Eles retornaram para São Paulo prometendo voltar em outra oportunidade para continuar esse trabalho de recuperar a história da Família Bertolla. Inclusive o Sr. Aníbal se comprometeu a escrever mais algumas passagens de vida na Lageado para enviar para o arquivo do Museu do Café.

“O Museu do Café cumpriu mais uma vez uma de suas importantes funções, qual seja trazer emoção e boas lembrança para os visitantes, nesse caso especial, pessoas que viveram e estão ajudando a escrever essa importante história”, frisou Candeias.