Grupo Kahare faz uma apresentação de gala no Municipal

Na noite deste sábado o teatro Municipal Camilo Fernandes Dinucci, recebeu o Grupo Kahare, especializado na arte milenar da dança do ventre, que fez uma apresentação de gala na cidade. O espetáculo contou com a performance de sete bailarinas, entre elas, Jamille, Talita Faria e Claudia Cunha que também são coreógrafas e professoras, com mais de 10 anos de carreira, inclusive com experiência nos emirados árabes. Também teve a apresentação memorável de Humberto (dançando o folclórico árabe).

Outro ponto marcante do espetáculo foi quando o percussionista Djony Mouzayek, se apresentou tocando derbak ao vivo, instrumento de percussão, estreitamente ligado ? cultura árabe. Esse instrumento é tocado debaixo de um dos braços e o som é obtido pelo “estalar” dos dedos sobre a pele – o que lhe confere um som muito rico e particularmente sugestivo para a dança que acompanha. Obtém-se dele uma ampla variedade de sons, sendo constituído por uma pele simples de couro de peixe ou sintética. O derbak pode ser confeccionado em barro ou metal

Um convidado do grupo, o estilista, cabeleireiro e coreógrafo Nil, de Botucatu, fez duas apresentações especiais. Em uma delas, ele dançou segurando uma cobra pitton albina. Como não podia deixar de ser Nil mostrou toda sua desenvoltura na arte da dança árabe e arrancou muitos aplausos do público presente.

A presença do Grupo Kahare em Botucatu foi um contato da agência É! Publicidade, que tem como responsáveis os publicitários Daniela Cajá e Giuliano Pavoni. “Quem compareceu no teatro assistiu um espetáculo muito bonito, preparado com o maior carinho, mostrando não só a tradição, mas também a dança do ventre na sua melhor forma artística. Foi uma oportunidade única”, frisou Cajá, que no final também mostrou intimidade com a dança árabe.

{n}Origem dança do ventre{/n}

A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados ? música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães.

Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo. A expressão “dança do ventre” surgiu na França, em 1893. É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na atualidade ganhou aspectos sensuais e exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.

Fotos: Valério A. Moretto