Espaço Neli recebe oficina artística e peça teatral

Na próxima quarta-feira (14) a “Fraternal Cia. de Arte e Malas Artes” traz para Botucatu uma oficina de Vivência Artística e o espetáculo “Borandá – Um mergulho na experiência migratória”. Ambas as atividades são gratuitas e realizadas com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, através do Programa de Ação Cultural (Proac-SP) da Secretaria de Estado da Cultura.

A oficina será realizada no Cine Teatro Neli, das 14 às 18 horas. As inscrições serão devem ser no local e horário da atividade. A oficina é destinada para atores e atrizes amadores ou não, arte educadores e diretores de teatro. À noite, às 19h30, no Teatro Municipal – Camillo Fernandez Dinucci, a Fraternal Cia de Arte e Malas Artes subirá ao palco com a peça “Borandá – Um mergulho na experiência migratória”. Não será necessária a retirada de ingresso para o espetáculo.

Borandá é resultado do projeto que coloca no palco as experiências humanas dos migrantes, a partir de relatos coletados pelo grupo Fraternal Cia de Arte e Malas. Com texto de Luís Alberto de Abreu e direção de Ednaldo Freire, a peça tem no elenco os atores Mirtes Nogueira, Carlos Mira, Aiman Hammoud e Harley Nobrega. Construída toda a partir de elementos do teatro narrativo, Borandá compõe um painel épico do homem e da mulher migrantes.

 

Sinopse da oficina:

Ao longo de seus 22 anos de existência, o grupo Fraternal Cia. de Arte e Malas Artes vem trabalhando no chamado sistema colaborativo, onde a criação do espetáculo é compartilhada desde o texto até a montagem. Todavia, difere muito das tentativas de teatro coletivo praticadas principalmente nos anos 70, onde quase sempre os papéis não eram bem definidos no grupo, resultando muitas vezes, com raras exceções em desastrosas experiências de “arte fechada”. 

Aqui, o grupo não se reúne apenas para montagens de peças, mas para construir um projeto gestado em 1992 com a criação do “Comédia Popular Brasileira”, projeto que pretende retomar a investigação da comédia popular, não só no que diz respeito a tipos já fixados no imaginário da cultura brasileira, como também reviver gêneros já esquecidos como a revista, o musical, os autos, as narrativas, e a paródia.  Na encenação a pesquisa volta-se não só a aspectos da representação cômica popular brasileira, como investigar e reunir elementos fundamentais desta representação no sentido de guiar e enriquecer o trabalho dos atores em busca de uma poética própria.

A fixação de conceitos teóricos e processos práticos sobre a comédia popular permite a cada trabalho tecer uma metodologia compartilhada entre atores, dramaturgo e cenógrafo envolvendo-os na construção do espetáculo. Para tanto o grupo desenvolveu um método que começa na construção do texto (escolha do tema até a elaboração do canovaccio), improvisações, escolha de imagens e finalizações.