Escritor João Pedro Roriz faz palestra sobre bullying

O escritor e jornalista João Pedro Roriz estará em Botucatu nesta terça-feira (26) para ministrar palestras sobre o tema bullying nas escolas, intitulado “Bullyng – não quero ir pra escola” Além do bate-papo sobre o tema, o escritor falará sobre seu último livro “Eros e Psique”, livro voltado para o público adolescente, sobre o mito grego.

“Procuro propor nessa palestra uma viagem pelo mundo da denotação e da conotação, mostrando as diversas interpretações para detalhes que estão presentes no mundo, desde uma pequena palavra escrita no dicionário até um gesto, um olhar, uma foto ou um longa-metragem de animação”, comentou o jornalista/escritor.

Fazendo referência ? Física Quântica e ? s matérias que os jovens aprendem na escola, Roriz fala sobre preconceito, diferenças sociais e o repúdio ao feio dentro do contexto sócio-político atual. Neste momento da palestra, o expositor aborda as conseqüências das injustiças ocasionadas pelas relações interpessoais, como o bullying escolar.

“É através da análise semiótica que levo os adolescentes a analisar situações de violência ocorridas no universo escolar (incluindo aí o cyberbullying) e promover uma proveitosa discussão sobre o tema”, diz Roriz.

João Pedro Roriz já publicou os livros como “Gorrinho, uma loucura crônica”, “Eros e Psique”, “Orgulho e Preconceito” (adaptação), todos pela Paulus Editora. Escreveu as peças: “Rio dellarte” e “Carmen- O Musical”. É apresentador do programa “Rio Cultural”, na Rádio Rio de Janeiro e é autor e diretor da peça “Bullying – não quero ir pra escola” apresentada em todo o país. Maiores informações: www.joaopedrororiz.com.br.

A vinda de Roriz a Botucatu é uma promoção do SESI com o projeto “Literatura Viva” e a palestra acontece na manhã desta terça-feira, a partir das 9h30, ? s margens do km 242,7 da Rodovia Marechal Rondon, ou mais precisamente, na Rua Celso Cariola, 60, na Cohab III.

{n}O que é bullying{/n}

O bullying, é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma.

Devido ao fato de ser um fenômeno que só recentemente ganhou mais atenção, o assédio escolar ainda não possui um termo específico consensual, sendo o termo em inglês bullying constantemente utilizado pela mídia de língua portuguesa. Existem, entretanto, alternativas como acossamento, ameaça, assédio, intimidação, além dos mais informais judiar e implicar, além de diversos outros termos utilizado pelos próprios estudantes em diversas regiões.

O assédio escolar pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido ? s ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.