Escritor Hernani Donato é homenageado no aniversário de São Paulo

“Foi uma imensa honra”. Resumiu a professora Carmen Silvia Martins Guimarães, ao falar da homenagem recente que prestou ao escritor de Botucatu, Hernani Donato, em pronunciamento feito na Sala de Artes do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo, que tem na presidência, Nelly Martins Ferreira Candeias. A homenagem a Donato fez parte das comemorações das festividades de aniversário da Cidade de São Paulo.

Carmen Silvia compareceu ao evento acompanhada de familiares do escritor e representou a Academia Botucatuense de Letras (ABL) entregando ? presidente (Nelly Candeias) uma placa de prata ofertada pela academia e um volume do seu livro “Familiando…em Prosa e em Verso”, que teve Donato como patrono e autor do prefácio. Iniciou lembrando (e lamentando) a morte de Donato, ocorrida dia 22 de novembro de 2012.

“Para falar de Hernâni Donato sobre sua vida, suas atividades profissionais, suas obras, as homenagens e honrarias que recebeu, merecidamente, em vida, suas pesquisas, sua busca incansável da verdade, precisaríamos de muitas tardes. Proponho-me, pois, a enfocar um Hernâni mais próximo de mim. Nosso “Candeeiro de Cultura” está por algum tempo apagado, fisicamente, mas permanecerá aceso agora em sua imortalidade acadêmica”, disse a professora.

Elencou muitas obras literárias de Donato, como o livro: “Achegas para a História de Botucatu”, publicado em 1954 explanando a epopéia botucatuense, do século XVIII até a atualidade, relançado em edição em 22 de dezembro de 2008. “Considero essa obra como a “bíblia” histórica de nossa terra”, disse a professora.

Não esqueceu de relatar a vida profissional e as variadas atividades culturais do escritor, assim como obras que resultaram em material utilizado pelo cinema, como os romances: “Chão Bruto”, “Selva Trágica” e “O Caçador de Esmeraldas”, este último tinha também no elenco nada mais que o “artista” Hernâni, que fez uma ponta, quando a bandeira partia em busca de esmeraldas.

“Ele soube, sabe e saberá, com certeza, aquecer a vida de Botucatu, e Botucatu agradece ao filho devotado, ao seu “Menino de Canᔠ(menino índio personagem de uma das muitas obras do escritor) que continua realizando proezas em prol de sua tribo botocuda”, destacou. ”Grande homem, grande amigo, grande pai e esposo, grande historiador, grande escritor e lutador incansável pelos direitos humanos”, completou.