Escolas de samba desfilam em busca do título do carnaval 2011

Na noite deste domingo (6), as escolas de samba e blocos de Botucatu realizaram seus desfiles na Rua Amando de Barros. Embora a noite estivesse fria e garoando, um grande público marcou presença para assistir a performance dos foliões e o trabalho desenvolvido pelos carnavalescos.

Três escolas disputam o título de 2011: Unidos da Demétria, Estopim da Fiel e Gente Unida de Vila Maria. Foram julgados os quesitos: comissão de frente, bateria, samba, enredo, mestre sala e porta bandeira, fantasia, harmonia e rainha da bateria (desempate). Cada quesito teve três jurados e vale de R$ 800 (oitocentos reais) em material para o carnaval de 2012.

Pelo regulamento as escolas tiveram o tempo mínimo de 40 minutos para permanecer desfilando e 55 minutos para finalizar o desfile, que se iniciou em frente ? Relojoaria do Dito e terminou em frente a Padaria Pessim. A contagem dos pontos acontecerá na noite desta segunda-feira no Espaço Cultural. Será aclamada campeã aquela que tiver o maior número de quesitos vencedores. Para cada quesito a organização convidou três jurados.

{tam:25px}{n}Escola de samba Unidos da Demétria:{/n}{/tam}

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A primeira escola a entrar na passarela do samba foi a Unidos da Demétria. Com suas cores tradicionais azul e laranja, a escola defendeu na passarela do samba o enredo: Miscigenação – dos continentes ? Demétria, de autoria de Lucas Lulo Galitesi e Fabio de Bona, puxado por Cláudio Pereira, André Korsakas, Lucas Galitesi e Vitor Felitti.

Com cerca de 200 componentes, divididos em seis alas, a escola desenvolveu neste tema, fantasias e coreografias retratando a vinda de imigrantes de diversos continentes: suíços, alemães, espanhóis, italianos, argentinos, lituanos e tantos mais, que moram no local, perpetuando a miscigenação e comungando ideais em torno de uma filosofia, chamada antroposofia; iniciada por Rudolf Steiner, filósofo Austríaco, que nesse ano comemora 150 anos de seu nascimento.

Os carnavalescos foram: Célia Lulo e Maria Cristina Pereira, Suzana Murbah, Maila Reisewitz, Renata Gomez, Hans Reisewitz, Wado Siva e Vantuir Batista. No comando da bateria vieram Lucas Galitesi, Pedro Retz, Taynan Sanchez e Tom Petraglia. À frente, a rainha Renata Gomes.

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{tam:25px}{n}Escola de samba Estopim da Fiel:{/n}{/tam}

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Com muita animação as integrantes da Escola de Samba Estopim da Fiel Corintiana, nas cores preto e branco foi a segunda escola a entrar na passarela do samba, trazendo o enredo Vicente Matheus, uma história construída em preto e branco, samba assinado por Michel e Almir Mendonça e puxado por Pelé, Marcelo Oliveira e Alessandro.

Aproximadamente, 200 passistas retrataram na Rua Amando de Barros a trajetória Vicente Mateus, considerado por muitos corintianos como o presidente mais carismático que o Corinthians já teve ao longo de sua história, caracterizado no carro alegórico com sua esposa Marlene Matheus. No enredo a escola também homenageia Marcelinho Carioca, o “pé de anjo” e cita o santo protetor da equipe: São Jorge Guerreiro, na sua comissão de frente.

Os carnavalescos Sandra Maria Alves e Rharley Aparecido Pereira, diversificaram as fantasias nas oito alas da escola que dançaram ao ritmo da bateria, comandada por Cosme Prado dos Santos, puxada pela rainha Letícia Cristina.

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{tam:25px}{n}Escola de Samba Gente Unida de Vila Maria:{/n}{/tam}

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A terceira escola a desfilar foi a Gente Unida de Vila Maria, dando conotação ás suas cores amarelo e branco. Na avenida a escola defendeu o samba enredo “A Vila de ontem, de hoje e de amanhã”, escrito por Quico Cuter e musicado por Caco Sosa. Puxaram o samba Tonhão e Macalé.

O presidente Jairinho Andrade levou para a passarela 350 passistas, divididos em 11 alas, com três carros alegóricos, tendo na direção do carnaval Amélia Pilan e Vitor de Barros. O enredo retratou aspectos da Vila Maria, um dos bairros mais tradicionais de Botucatu homenageando o cantor e compositor José Marcos Cardia; a pérola negra Cecília “Peroba” André e Jairo Luiz de Andrade, o “Jairão”, que esteve em um dos carros alegóricos.

O criador das fantasias foi o carnavalesco Flor e os passistas sambaram sob a cadência da bateria do mestre Dirceu Rodrigues, o Tito. À frente da bateria, a rainha Vanessa Cristina “puxou” os ritmistas e mostrou muito samba no pé.

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{n}Fotos: David Devidé{/n}