Escola “Armandinho” de Botucatu não irá mais fechar

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O projeto de estruturação do ensino recebeu diversas críticas e a principal delas era o fato de o governo não ter discutido as propostas com as escolas, professores e alunos

 

Na tarde desta sexta-feira, em razão da repercussão negativa resultando em diversas manifestações e confrontos entre a Polícia Militar com pais, professores e alunos, além de  liminares na Justiça, o governador Geraldo Alckmin suspendeu o projeto de estruturação do ensino público e a adiou o fechamento de 94 escolas da rede estadual de 35 municípios de São Paulo.  Entre elas a Escola Álvaro José de Souza, conhecida como Armandinho, de Botucatu, que fica ao lado da E.E. Armando de Salles Oliveira, região do Jardim Peabiru.

Além das 94 escolas, outras 1.464 unidades estavam envolvidas na reconfiguração, mudando o número de ciclos de ensino oferecidos. Segundo a secretaria Estadual de Educação, 311 mil alunos teriam de mudar de escola do total de 3,8 milhões de matriculados. A mudança atingia ainda 74 mil professores.

A justificativa do governo era fazer com que as unidades educacionais se tornassem centros para ensino de jovens e adultos, centro de línguas ou escola municipal e a reorganização da rede criou 754 escolas de ciclo único, focadas em uma única faixa etária. Assim, 2.197 escolas em todo o Estado (43% do total) passariam a funcionar neste modelo, a partir de 2016. Seriam abertas 2.956 classes e haveria uma diminuição de 18% de escolas de dois segmentos, passando de 3.209 para 2.635.

“Em razão da insatisfação e muitas dúvidas vamos adiar e reorganização e reestruturação das escolas e aprofundar esse debate dialogando com escola por escola e com os estudantes, pais de alunos e professores”, anunciou Alckmin em entrevista coletiva.  O projeto recebeu diversas críticas e a principal delas era o fato de o governo não ter discutido as propostas com as escolas, professores e alunos.