Elizabeth Woolley mostra o CD ‘Infindável’ no Municipal

Um show completo e pra ninguém botar defeito. Assim se pode analisar a performance da cantora e compositora paulistana Elizabeth Woolley que na noite desta sexta-feira (8), fez o show de lançamento do seu segundo CD “Infindável” (www.tratore.com.br), no Teatro Municipal “Camilo Fernandez Dinucci”, em Botucatu. Desde que foi lançado em 2010, o disco tem recebido ótimas críticas de imprensa.

Entre outras canções, Elizabeth cantou Jasmim, Alguém, Poder e Fama, Infindável, O que há, o que há e Pedaços, acompanhada por Libero Dietrichkeit (violão e guitarra). O show mostra um trabalho onde ela busca uma rica diversidade de sons e imagens, da balada romântica ao rap, do r&b ao jazz, do soul ? MPB, com a maioria das letras escritas pelo poeta Atair Santos.

No seu “Infindável” a artista surpreende ainda pelo fôlego e habilidade em criar uma linguagem própria a partir de ritmos distintos, embalando com sutileza e alegria a trajetória das palavras, densas expressões da nossa alma. O álbum tem produção geral da própria Elizabeth, produção musical e arranjos de Pedro Simão e também arranjos de Tiago Costa.

Simpática e receptiva, Elizabeth Woolley esbanjou talento e interagiu com o público mostrando um profissionalismo raro. “Estou muito feliz em poder estar aqui em Botucatu hoje para mostrar o meu trabalho. Pretendo voltar aqui outras vezes”, frisou a cantora/compositora.

Ela lança “Infindável” depois de trabalhar com o CD “Guzzi”, fazendo uma análise própria entre os dois trabalhos. “O Infindável é mais maduro onde mostro um outro lado da vida. Entendo que “Guzzi” era um trabalho tímido, sonhador. “Infindável” é muito mais a minha cara. Eu mesma produzi com o auxílio de parceiros maravilhosos”, diz.

{n}Um pouco de Elizabeth{/n}

Paulistana, Elizabeth Woolley é descendente de alemães e ingleses e filha do baixista Pete Woolley (1938-2006). Por influência do pai, que teve grande atuação na música instrumental dos anos 80 e 90, ela começou a estudar música e apurou o gosto pelos clássicos do jazz, com preferência por Bill Evans.

Entre as cantoras, cita Ella Fitzgerald, Jane Duboc e Donna Summer. Estudou flauta com João Dias Carrasqueira, Mané Silveira e teve aulas de canto com Sira Milanie. Lançou o primeiro CD, Guzzi (selo Maritaca/2004), com direção de Mané Silveira, músicas próprias e leituras para canções de Dori Caymmi, Tom Jobim e Cole Porter.

Por: Quico Cuter
Fotos: Valéria Cuter