Educação fala sobre aluna que teria passado trotes

A secretária municipal de Educação, Alessandra Lucchesi de Oliveira encaminhou uma nota oficial em virtude de matéria veiculada pela imprensa local, com referência a criança que teria praticado mais de 5 mil trotes contra a Polícia Militar.

A Secretaria Municipal de Educação esclarece que a criança não foi encontrada pelos policiais caminhando pela Avenida Mario Barberis, na Cohab I. Ela foi abordada dentro da quadra de esportes da Praça da Juventude, na data e local mencionados na matéria, enquanto participava de um projeto desenvolvido pela escola onde estuda.

Ao contrário do que foi publicado, em nenhum momento a gestora da escola deixou de colaborar para elucidação do caso. Fato é que, ao ser informada pela professora do projeto da chegada dos policiais e do Conselho Tutelar à Praça da Juventude, apenas evitou preferiu dirigir-se pessoalmente ao local, levando todos os dados da criança, ao invés de fornecê-los por telefone à conselheira envolvida no atendimento à ocorrência. Tal decisão teve como objetivo único salvaguardar a integridade da criança que tem apenas 8 anos de idade.

A direção da escola ainda esclarece que as ligações não partiram de dentro da unidade escolar, pois não é permitido portar ou usar telefone celular no local.

 

Nota da redação

A Polícia Militar revela em um dos trechos do Boletim de Ocorrência  (que é é público) que  “a pessoa (menina) encontrava-se pela Praça da Juventude na Cohab I e os policiais militares deslocaram-se até o local passado onde encontraram a sindicada de posse de um aparelho celular Marca Samsung na cor preta e laranja, onde ao efetuar uma ligação do telefone 190, foi constatado que tratava-se do mesmo número o mesmo registrado no sistema do Copom e que nos últimos 5 meses efetuou 5.657 ligações de trote no período de 28/05/2014 a 14/10/2014”

E mais: “A sindicada informou que estava indo para o Projeto, pela Praça da Juventude foi feito contato com os professores, os mesmos não sabiam informar dados com relação a mesma, e pediram para que os policiais entrassem em contato com a Direção da Escola onde a sindicada estuda. A Diretora escolar recusou-se a dar qualquer informação com relação a sindicada, sendo assim foi acionado o Conselho Tutelar comparecendo as conselheiras, que tentaram contato com a Diretora onde somente após uma hora a mesma compareceu no local, não informando o contato dos pais ou responsáveis pela sindicada”.

E finaliza: “Compareceu no local a avó materna a qual acompanhou a elaboração da ocorrência pela DDM, sendo liberada após. O aparelho celular que encontrava-se com a sindicada foi entregue a sua avó materna”.