Cultura traz nesta sexta Daniel com “O menino da porteira”

A Prefeitura de Botucatu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, promove nesta sexta-feira (4 de junho) a primeira sessão do “Cinema da Gente” de 2010. O projeto leva aos bairros da Cidade filmes brasileiros de forma gratuita e itinerante.

Nesta sexta, o filme exibido será “O menino da porteira” [2009], no bairro 24 de maio, a partir das 20 horas. No filme, o peão e boiadeiro Diogo, vivido pelo cantor Daniel, traz uma vasta boiada para vender ao Major Batista (José de Abreu), dono da Fazenda Ouro Fino.

Ao passar pelo Sítio Remanso, encontra o menino Rodrigo (João Pedro), de quem fica amigo. Aconselhado por outros criadores, Diogo desiste de vender o gado ao Major, que manda seus capangas expulsarem o peão do lugarejo. A direção do longa metragem é de Jeremias Moreira.

O menino da porteira é um remake do longa produzido em 1976, cujo ator principal era o cantor Sérgio Reis e foi inspirado na história contada na canção composta por Teddy Vieira e Luizinho e se tornou uma das mais cantadas músicas sertanejas de todos os tempos.

Segundo o Secretário de Cultura, Osni Ribeiro, o objetivo do “Cinema da Gente” é exibir, pelo menos uma vez por mês, até o final do ano, um filme em um determinado bairro de Botucatu. “A intenção é levar cultura brasileira de qualidade para quem não tem acesso a cinema”, esclareceu o secretário. “Até o final do ano, outros nove filmes brasileiros serão exibidos em bairros de Botucatu”, previu.

{n}O Menino Da Porteira{/n}

{n}Composição: Teddy Vieira / Luizinho{/n}

Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino
de longe eu avistava a figura de um menino
que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:
– Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo.
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando,
eu jogava uma moeda e ele saía pulando:
– Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando
pra aquele sertão ? fora meu berrante ia tocando.
Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei,
mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada o menino não avistei.
Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão
Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão
– Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração!
Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
quando passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.
A cruzinha no estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais