Centro Cultural sedia palestra sobre o Santo Sudário

O professor de latim e francês e historiador, José Sebastião Pires Mendes será o responsável para fazer uma palestra sobre o Santo Sudário de Turim. Evento acontece no dia 26 de março (quinta-feira), a partir das 19h45, no Centro Cultural de Botucatu (CCB), que fica na Praça 15 de Novembro, nº 30, região central, ao lado do antigo Cine Neli, piso inferior do prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subsecção de Botucatu.

O Sudário de Turim é uma das peças arqueológicas e místicas mais comentadas da história universal sobre a qual várias teorias são desenvolvidas. Mendes irá revelar e debater novos elementos de conhecimento adquiridos com suas observações e deverá abordá-las, todas, de forma independente, e inteiramente laica. A entrada é gratuita.

 

Santo Sudário

Sudário de Turim, ou o Santo Sudário é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que aparentemente sofreu traumatismos físicos de maneira consistente com a crucificação. O Sudário está guardado fora das vistas do público, na Cappella della Sacra Sindone do Palácio Real de Turim (Itália), desde cerca de 1578.  Desde 1983, pertence ao Vaticano, depois de uma doação de proprietários da casa de Sabóia. A peça é raramente exibida em público.

Muitos católicos acreditam que seja o tecido que cobriu o corpo de Jesus Cristo no momento de seu sepultamento. A imagem no manto é em realidade muito mais nítida na impressão branca e negra do negativo fotográfico que em sua coloração natural.

A imagem do negativo fotográfico do manto foi vista pela primeira vez na noite de 28 de Maio de 1898 através da chapa inversa feita pelo fotógrafo amador Secondo Pia que recebeu a permissão para fotografá-lo durante a sua exibição na Catedral de Turim. De acordo com Pia, ele quase deixou cair a chapa fotográfica devido ao choque de ver claramente a imagem de uma pessoa nela.

A origem da peça conhecida como Santo Sudário tem sido objeto de grande polêmica. Para descrever seu estudo geral, os pesquisadores cunharam o termo “sindonologia”, palavra usada no evangelho de São Marcos para descrever o tipo de tecido comprado por José de Arimateia para usar como mortalha de Jesus.