Caravana Brasil instrumental chega a Botucatu‏

A Caravana Brasil Instrumental após apresentações em Ilhabela, São Luiz do Paraitinga, Caraguatatuba e Mogi das Cruzes, segue para Botucatu levando artistas de expressão na música instrumental brasileira. Evento é uma realização da Pôr do Som Produções Culturais, conta com o patrocínio da Setal Óleo e Gás, através da lei Rouanet, Ministério da Cultura e Prefeitura de Botucatu.

As apresentações ocorrerão nos dias 17, 18, 19 e 20 de julho, no Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci, no Centro de Botucatu. Com todas as apresentações gratuitas, a cidade se transformará em um dos grandes palcos da música instrumental brasileira. A circulação da música instrumental brasileira é o foco do projeto Caravana Brasil Instrumental, que está ocupando espaços públicos como praças e teatros de 5 cidades do interior e litoral do estado de São Paulo.

O projeto consiste em 20 apresentações dos mais diversos nichos e estilos da música instrumental brasileira, promovendo o encontro de artistas que demonstram consistência, originalidade e criatividade em trabalhos de reconhecida relevância cultural.

Os shows ficarão por conta do Panorama do Choro sob o comando de Roberta Valente e Yves Finzetto, que apresenta obras de compositores atuais; a brasilidade de Marquinho Mendonça e Banda em Órbita com choros, frevos, baião; a proposta  de Gian Correa, que leva o violão sete cordas de aço para uma inusitada situação musical; e Guinga, consagrado violonista e compositor, em duo com o talentoso saxofonista de vanguarda Marcelo Coelho.

 

Programação

 

Dia 17 de julho – 20h30 – Panorama do Choro

Considerado o primeiro gênero musical urbano genuinamente brasileiro, o Choro continua vivo e atravessando gerações. Com o objetivo de registrar e divulgar a expressão atual do gênero, os percussionistas e pesquisadores Yves Finzetto e Roberta Valente criaram o Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo. Reunindo instrumentistas de diferentes gerações, o projeto representa a produção atual do Choro paulistano com músicas compostas ou selecionadas especialmente para o disco de mesmo nome, interpretadas por seus compositores e pelo Sexteto Panorama – Alexandre Ribeiro, João Poleto, Gian Corrêa, Henrique Araújo, Roberta Valente e Yves Finzetto.


Dia 18 de julho – 20h30 – Marquinho Mendonça e banda Em Órbita


Compositor, multi-instrumentista e arranjador. Com dois Cds solos lançados “Tempo Templo” e “Filosofolia”, trabalhou em shows e gravações ao lado de artistas como Zé Menezes, Renato Anesi, Celso Viáfora, Dominguinhos, Roberto Mendes, Tião Carvalho, Luis Melodia, Tom Zé e Orquestra Popular do Recife. Formou a “Banda do Beco” e “Banda Mafuá”. O espetáculo realiza um passeio por ritmos brasileiros como choro, samba, baião, frevo, jongo e outros ritmos tradicionais.

 

Dia 19 de julho – 20h30 – Gian Correa

 

 Com a proposta de levar o violão de sete cordas de aço para uma inusitada situação musical, Gian Correa lança pela YB Music seu primeiro disco “Mistura7”. Ao invés de cavaquinhos, flautas e bandolins, o sete cordas divide o palco com um quarteto de saxofones e pandeiro. Com composições e arranjos ousados, este projeto leva ao Choro influências do Jazz e da música erudita. Serão apresentadas peças do próprio violonista e também de outros músicos como André Mehmari, Luca Raele, Enrique Menezes, Rogério Caetano, Zé Barbeiro e Edmilson Capelupi. Gian se apresenta ao lado de Josué dos Santos no sax-soprano, Jefferson Rodrigues no sax-alto, Jota P. Barbosa no sax-tenor, Cesar Roversi no Sax-Barítono e Rafael Toledo no pandeiro.

 

Dia 20 de julho – 19 horas – Guinga e Marcelo Coelho

 

Contemporaneidade é a palavra que melhor define o encontro do consagrado violonista e compositor Guinga com o talentoso saxofonista de vanguarda Marcelo Coelho. Os músicos tocaram juntos pela primeira vez no concerto ‘David Liebman & Guinga convidam Marcelo Coelho’, realizado no Centro Cultural São Paulo em 2011, porém, a ideia do duo surgiu durante a participação do trio no 7º Festival Amazonas Jazz, Manaus, em 2012.

A contemporaneidade do duo está no frescor e no lirismo da sonoridade de Coelho, aliado às improvisações sobre as magníficas melodias e harmonais das composições de Guinga. A crítica é unânime em afirmar que Guinga tem impulsionado a música brasileira ao levar adiante o legado deixado por Villa Lobos e Tom Jobim, e o duo com Marcelo Coelho confirma a atemporalidade e contemporaneidade da sua obra.