Aposentado mantém museu de grande valor histórico

Fotos: Luiz Fernando

Um ex-servidor público aposentado e escritor guarda em sua casa um verdadeiro tesouro cultural e histórico de Botucatu. Seu nome: Jairo Pires de Campos. No auge dos seus 90 anos, mantém uma coleção de centenas de objetos e plantas de edificações de diferentes épocas, além de milhares de fotos. O número de peças é tanto que ocupa três cômodos de sua casa armazenados em mesas e prateleiras.

“Guardo isso com muito carinho, pois grande parte dos objetos que aqui estão pertencem a gerações passadas de minha família e da cidade de Botucatu. É uma satisfação pessoal manter tudo isso”, disse salientando que entre as peças de sua preferência está um veículo Gordini, ano 1965. “Ele não é tão velho, mas é muito bonito e funciona muito bem”, garante. “Só não permito que ninguém use”, emenda.

No Museu do Jairo, encontram-se relógios de vários tamanhos, aparelhos telefônicos, máquinas de datilografia, peças da ferrovia, entre tantos outros objetos antigos. Conta que além de colecionador, tinha o hobby da fotografia. “Hoje em dia não posso mais fazer isso, mas tenho mais de mil fotos armazenadas, todas em álbuns, muitas delas da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (EFS). Tomei gosto pela fotografia e comecei fazendo a imagem de um prédio de três andares que estava sendo construído na Cidade e era novidade na época. Depois não parei mais e passei a sair com a máquina”, lembra.

Ele diz que a maioria dos objetos do seu acervo foi comprada. “Sempre que via uma peça interessante procurava comprar. Muitas vezes o proprietário nem sabia que tinha valor histórico e elas ficavam jogadas em quintais. Foi assim que consegui aumentar esse acervo e não vendo, não troco e não empresto nenhuma peça. Nada sai daqui”, coloca Campos salientando que não pretende abrir o acervo para visitação pública.

“Este é um museu particular e não pretendo abrir para visitação pública, pois demandaria um cuidado especial com os objetos, pois muitos podem quebrar. Sei que muitos (objetos) têm valor histórico e retratam o passado da Cidade, mas prefiro continuar assim do jeito que está. Sei onde está cada peça e cada uma tem o seu valor sentimental”, finalizou Campos, pedindo para seu endereço não fosse revelado na reportagem.