A arte musical de “Piteco e Os Cavaleiros do Após-calypso”

 

O som refinado do grupo tem como referência o Manguebeat de “Chico Science” e da “Nação Zumbi”, mas também flertando com o funk abrasileirado de “Tim Maia”, Samba-Rock e com o Rap nacional

 

Um dos grupos que vem se destacando no cenário musical é o "Piteco e Os Cavaleiros do Após-calypso". Com um som refinado tem como referência o Manguebeat de “Chico Science” e da “Nação Zumbi”, mas também flerta com o funk abrasileirado de “Tim Maia”, Samba-Rock e com o Rap nacional.

Para conhecer o trabalho musical e o projeto futuro desse grupo que é , reconhecidamente, formado por músicos da mais alta competência,  o  Acontece entrevistou o vocalista Peter Moreira, que adotou o nome artístico de Piteco. Em nome do grupo ele relatou o projeto futuro da banda.

 

– Antes de mais nada como surgiu o nome "Piteco e Os Cavaleiros do Após-calypso"?

Carrego o apelido “Piteco” há vários anos e há mais ou menos cinco anos decidi adota-lo como nome artístico. Já o nome da banda nasceu de uma brincadeira entre os integrantes. Estávamos tentando encontrar um nome e como ainda éramos quatro na banda, surgiu “Os Cavaleiros do Apocalipse”, mas aí tive a ideia de brincar um pouco mais com esse nome. Me veio à cabeça a banda “Calypso” e aquele “groove pop brega” que é praticamente o mesmo usado no sertanejo universitário, que eu considero ser uma das piores coisas que a música brasileira já produziu. Então fiz um jogo de palavras no sentido de que “após” esse cenário apocalíptico, surgem esses tais cavaleiros. (risos)

 

– Quem compõe o grupo e quais são os gêneros musicais que mais tocam em suas apresentações?

No momento estamos em sete integrantes.

Fabio Miyamoto – Bateria

Fernando Augusto – Baixo

Edson Moreira – Percussão

João Queiroz – Sintetizadores e samplers

Fernanda Ribeiro – Backing vocal

Fabiana Godoy – Backing vocal

Piteco – Guitarra e voz


Sem dúvida, nossa principal referência é o Manguebeat de “Chico Science” e da “Nação Zumbi”, mas também flertamos com o Funk abrasileirado de “Tim Maia”, Samba-Rock e com o Rap nacional, sempre experimentando a mistura com ritmos regionais brasileiros.

 

– Quantas composições próprias  o grupo já compôs e quem são os principais parceiros?

Estamos iniciando o processo de composição em grupo. Temos aproximadamente 10 composições próprias que são de minha autoria em conjunto com alguns parceiros. Os principais são Felipe Altivo e Tião Moreira, meu pai, mas também componho com meus irmãos e com alguns dos integrantes, entre outros amigos.

 

– A banda tem se apresentado em festivais e agrada o público e os jurados, já que consegue sempre apresentar um trabalho refinado e com qualidade. Foram os festivais que alavancaram o grupo para torná-lo conhecido?

Sempre achei que meu trabalho não tinha a ver com festivais de caráter competitivo, mas sempre participei do Botucanto pela relação que tenho com a cidade e com o público dos festivais. Geralmente esse tipo de público está mais aberto à coisas novas. Sem dúvida nenhuma o Botucanto foi muito importante para nosso crescimento como um todo. Ele também nos deu a chance de alcançar pessoas que não alcançaríamos por outros meios.

 

– Grande parte (para não generalizar), dos cantores que hoje são conhecidos nacionalmente iniciou a carreira se apresentando em barzinhos. Como foi a trajetória do grupo?

Em primeiro lugar, somos grandes amigos de longa data. O “tio Edi”(Percussão) é realmente meu tio e padrinho, e toco com o Fernando (Baixo) há quase 10 anos, por exemplo. Comecei fazendo barzinho e acredito que todos da banda em algum momento fizeram ou ainda fazem. Quando começamos a banda também fazíamos, mas aí a coisa foi crescendo e ficou meio inviável. Gostaríamos de poder tocar em qualquer lugar, mas com sete integrantes é complicado, tanto a parte de logística e estrutura, quanto a parte financeira.

 

– Outro detalhe interessante é que para conseguir projeção nacional, o artista, mesmo sendo reconhecidamente talentoso (como vocês do grupo) precisa colocar pelo menos uma música que caia no gosto popular e seja tocada nas rádios do País para ganhar espaço na televisão. Como vocês estão perseguindo essa música?

Tentamos não pensar muito nisso. Nosso processo criativo é lento e ocorre de forma bem natural. Temos a consciência de que não fazemos um estilo de música comercial, mas caso ocorra, acredito que será de forma natural também. Nosso intuito é o corpo a corpo, é a construção gradativa de um público fiel que compartilha das mesmas ideias, que está sintonizado na mesma “vibe”.

 

– Como estão os preparativos para o lançamento do sigle duplo e um vídeo clipe que deverá ser lançado brevemente? Vocês poderiam adiantar algum detalhe de como esse trabalho está sendo desenvolvido?

Tanto o single como o vídeo clipe já foram produzidos e estão sendo finalizados. Ainda não temos uma data fechada, mas tudo indica que sairá no início de março. Faremos uma festa de lançamento em conjunto com o curta-metragem “Paciência”, com direção de Mariano Pikman. As músicas do single fizeram parte da trilha sonora do filme e decidimos unir forças para o lançamento.

 

– Qual é o contato para quem quiser conhecer o trabalho do grupo

Contatos para shows: (14) 981303728 (tim e whatsapp) ou por nossa página – www.pitecomusic.com