“Quixote Caboclo” é atração deste domingo no Municipal

Dando sequência a Mostra “Cena Aberta”, em Botucatu, promovido pela secretaria de Cultura, o Teatro Municipal Camilo Fernandez Dinucci recebe neste domingo (20), a partir das 20h30, a Cia. da Tribo apresentando o espetáculo infanto-juvenil “Quixote Caboclo”, voltado para adultos e crianças acima de 10 anos. A peça é inspirada em poemas, músicas e cordéis do poeta sertanejo Patativa do Assaré, considerado uma das principais figuras da música nordestina do século 20.

Com direção musical de Magda Pucci, o espetáculo conta a história de um caboclo que vive sozinho no sertão nordestino e um dia resolve capturar uma Patativa (espécie de pássaro que deu origem ao pseudônimo do poeta, que é assim chamado por sua poesia ser comparável ? beleza do canto dessa ave) para ouvir seu canto. Porém, a falta de liberdade faz com que o pássaro pare de cantar, e, para fazê-lo cantar novamente, o caboclo resolve lhe contar histórias de sua vida.

Para cada história foram feitos coloridos painéis, pintados nos dois lados em xilogravura pelo artista plástico Flávio Camargo. O método consiste no processo de gravação em relevo que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. A xilografia foi escolhida por ser um artifício com que os gráficos do cordel (tipo de literatura muito comum no nordeste brasileiro) ilustram as capas dos folhetos.

Inspirado nas imagens da casa de Assaré, o cenário utiliza a estética simples de uma casa típica do sertão nordestino. As imagens são bem coloridas, algumas, bem amareladas, que remetem ao sertão e a seca, contrastando com as cores carregadas que representam a imaginação do poeta. E para complementar, a trilha sonora é composta por ritmos bem brasileiros como o maracatu, o frevo e o forró.

Para o ator Wanderley Pires, a idéia que motivou o espetáculo foi levar ao público infantil os poemas de Patativa. A maior dificuldade, segundo ele, foi dar sentido ? história com um texto em que cada poema se encaixasse na seqüência dos fatos.

{n}Sobre a Cia da Tribo{/n}

Criada em 1996 por Milene Perez e Wanderley Piras, a Cia da Tribo mantém em seu trabalho a pesquisa sobre cultura popular e a preocupação de estabelecer – por meio de uma linguagem urbana – um repertório que mostre a fusão de culturas. O primeiro trabalho de pesquisa do grupo foi Zabumba, um musical infanto-juvenil, cuja temática era o Bumba-Meu-Boi, com o qual recebeu diversos prêmios: APCA, Troféu Mambembe e Prêmio Femsa de Teatro Jovem.

{n}Sequência da Mostra “Cena Aberta” {/n}

{n}Dia 23 {/n}

A mostra recebe duas apresentações do Circo Amarillo. A primeira será o teatro de rua “Experimento Circo”, mostrando que na comunicação entre o circo tradicional e o contemporâneo, quatro personagens se juntam para dar vida a uma série de números circenses dentro de um espetáculo com a linguagem popular do circo de rua.

Risco, surpresa, imaginação e cumplicidade com o público, geram uma química união entre crianças e adultos, tornando-o um espetáculo para todas as idades. A música tocada ao vivo e a boa escolha dos fundos musicais faz ressaltar a fineza e precisão da movimentação dos atores.

O espetáculo de classificação livre mescla linguagens de expressão teatral, musica, dança e técnicas circenses como arame, malabarismo, mão a mão, diabolô, malabarismo com fogo, tecido, doble trapézio.

Já no palco o Circo Amarillo apresenta o espetáculo circense “Sem Concerto”, a peça acontece no lançamento de um disco musical, onde o inesperado acontece: o único disco se quebra.

De volta ao estúdio, um novo disco é gravado com a participação de um artista convidado. Durante a gravação os artistas vivem situações inesperadas que proporcionam ao público uma verdadeira viagem musical.

Além da música tocada ao vivo, o espetáculo agrega técnicas de circo e clown marcadas pela comicidade que agrada ao público de qualquer idade.

{n}Dia 24 {/n}

A companhia botucatuense de teatro Chafariz apresentará a peça “Vestígios”. O espetáculo é inspirado no livro “Vestígios de seara alheia” do escritor Marcos Luís Garita.

{n}Dia 25{/n}

A Cia. Delas de Teatro apresenta o espetáculo infantil “Histórias por telefone” voltado para adultos e crianças a partir de 4 anos.
A peça composta por pequenas histórias bem humoradas, repletas de espírito crítico, fantasia e delicadeza.

Toda noite, ? s nove horas, Senhor Bianchini liga para sua filha e lhe conta uma história inventada, mas não é só ela que aguarda ansiosamente o telefone tocar. Do outro lado da linha estão quatro curiosas telefonistas prontas para se ligar em mais uma história divertida do pai Bianchini.

O público é convidado a viajar nessas “Histórias por Telefone” junto com a menina, navegando em situações fantásticas, lúdicas e divertidas numa grande brincadeira.

{n}Dia 26 {/n}

A Cia. da Gioconda apresenta o espetáculo infanto-juvenil “Os olhos de Nebul”, voltado para adultos e crianças a partir de 7 anos. No século XXI, Nebul, vítima de uma feiticeira, fica cego. Se abate sobre o casarão onde mora, uma maldição, onde todos tem medo de entrar. Nebul envelhece e se sente sozinho, tendo por companhia seu único filho, em meio de inúmeros aparelhos de segurança, câmeras e circuitos internos.

O filho de Nebul, um jovem, vê o sofrimento e o isolamento que o pai sofre, mas não sabe o que fazer. Um dia, uma velha peregrina, sem temer a maldição, entra no casarão e diz que sabe que a cura é uma água milagrosa. Mas a única informação que dá é que quem sabe o caminho está numa estação de metrô do centro da cidade. O filho de Nebul, vendo que o pai jamais poderá fazer essa jornada, se oferece para ir em seu lugar, mesmo sem saber o que fazer.

{n}Dia 27 {/n}

A Cia.BR 116 encerra a Mostra com a peça “O Terceiro Sinal”, indicada o público de faixa etária acima de 14 anos. A apresentação faz parte do Circuito Cultural Paulista.

“Dentro de alguns minutos, sem nenhuma experiência prévia, tendo decorado o texto na última semana e tomado parte em apenas três ensaios, sem ser nem desejar me converter num ator, eu estaria me apresentando diante de uma plateia pagante num dos teatros mais mitológicos do país, sob a direção do mais histórico de seus diretores.” Este é o ponto de partida do ensaio “O Terceiro Sinal”, do jornalista, escritor e dramaturgo Otavio Frias Filho, que relata sua investigação participativa no espetáculo teatral “Boca de Ouro”, dirigido por Zé Celso. No mesmo dia, após o espetáculo também acontecerá um bate-papo com Beth Coelho.

{n}Oficinas{/n}

{n}Dias 17 e 18 {/n}

Oficina de Interpretação – Coordenação da atriz, dramaturga e diretora Lucienne Guedes da Cia.Livre.

{n}Dia 19{/n}

Oficina de Introdução ao Teatro de Bonecos e formas animadas na terceira idade – coordenada por Alexandra Campos Tavares.