“De Como Fiquei Bruta Flor” é atração do Municipal

Dando prosseguimento ? Mostra de Teatro de Botucatu “Cena Aberta”, o Teatro Municipal Camilo Fernandez Dinucci recebe na noite desta sexta-feira, a partir das 20h30 o espetáculo “De como fiquei bruta flor”, uma peça idealizada e realizada pela união das companhias: Cia. Livre; Cia. 8 Nova Dança; Cia. São Jorge de Variedades, Cia. La Leche, Núcleo Argonautas e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. A entrada é franca.

A peça de gênero dramático, com duração de 90 minutos é indicada para a faixa etária acima de 12 anos e o público recebe uma indagação: “Quem de vocês nunca enfrentou a dor de uma separação? Seja ela de qualquer forma.
É um espetáculo sobre o amor, sobre o difícil processo de separação. O texto, escrito como um poema teatral por Claudia Schapira, será a base do jogo realizado pelas duas atrizes. Elas se revezam na representação de uma pessoa abandonada, que deverá passar por dez estágios até que, por fim, encontre possibilidades de recomeçar e reencontrar o amor.

O espetáculo é, realmente, um jogo, onde as duas atrizes não sabem que papel desempenharão, e isso é diferente a cada apresentação. Dirigido por Cibele Forjaz, tendo Cris Lozano, Lucienne Guedes e Mariana Senne no elenco, De Como Fiquei Bruta Flor é resultado do encontro artístico de integrantes de diferentes grupos teatrais de São Paulo.

Por fim, é uma história de amor e abandono. Um poema de ações dramáticas no qual duas atrizes, num jogo-revezamento, vivenciam a jornada de uma mulher, que desce ao inferno em busca de si mesma. Bruta Flor é um aprendizado de amor próprio.

{n}{tam:25px}Programação da Mostra Cena Aberta{/tam}

Dia 19{/n}

O Núcleo Olho de Boi apresenta o teatro de bonecos “Moimórias”, uma homenagem aos idosos, aos antigos ofícios e ? memória. A peça, que conta a duração de 50 minutos, é destinada a adultos e público idoso.
Em uma antiga oficina, um alfaiate idoso costura suas encomendas, tecendo um mundo próprio, no qual, imaginação, trabalho e memória dançam juntas ao ritmo de uma antiga máquina de costura.

{n}Dia 20 {/n}

A Cia. da Tribo apresenta o espetáculo infanto-juvenil “Quixote Caboclo”, voltado para adultos e crianças acima de 10 anos.
A peça é inspirada em poemas, músicas e cordéis do poeta sertanejo Patativa do Assaré. Com direção musical de Magda Pucci, a montagem utiliza-se das linguagens do teatro de bonecos (mamulengo e sombras), cordel, dança popular e trilha sonora especialmente composta para contar a história de um Quixote caboclo que, após aprisionar um pássaro, conta histórias e causos de sua vida para que a ave volte a cantar.

{n}Dia 23 {/n}

A mostra recebe duas apresentações do Circo Amarillo. A primeira será o teatro de rua “Experimento Circo”, mostrando que na comunicação entre o circo tradicional e o contemporâneo, quatro personagens se juntam para dar vida a uma série de números circenses dentro de um espetáculo com a linguagem popular do circo de rua.

Risco, surpresa, imaginação e cumplicidade com o público, geram uma química união entre crianças e adultos, tornando-o um espetáculo para todas as idades. A música tocada ao vivo e a boa escolha dos fundos musicais faz ressaltar a fineza e precisão da movimentação dos atores.
O espetáculo de classificação livre mescla linguagens de expressão teatral, musica, dança e técnicas circenses como arame, malabarismo, mão a mão, diabolô, malabarismo com fogo, tecido, doble trapézio.

Já no palco o Circo Amarillo apresenta o espetáculo circense “Sem Concerto”, a peça acontece no lançamento de um disco musical, onde o inesperado acontece: o único disco se quebra.

De volta ao estúdio, um novo disco é gravado com a participação de um artista convidado. Durante a gravação os artistas vivem situações inesperadas que proporcionam ao público uma verdadeira viagem musical.
Além da música tocada ao vivo, o espetáculo agrega técnicas de circo e clown marcadas pela comicidade que agrada ao público de qualquer idade.

{n}Dia 24 {/n}

A companhia botucatuense de teatro Chafariz apresentará a peça “Vestígios”. O espetáculo é inspirado no livro “Vestígios de seara alheia” do escritor Marcos Luís Garita.

{n}Dia 25{/n}

A Cia. Delas de Teatro apresenta o espetáculo infantil “Histórias por telefone” voltado para adultos e crianças a partir de 4 anos.
A peça composta por pequenas histórias bem humoradas, repletas de espírito crítico, fantasia e delicadeza.

Toda noite, ? s nove horas, Senhor Bianchini liga para sua filha e lhe conta uma história inventada, mas não é só ela que aguarda ansiosamente o telefone tocar. Do outro lado da linha estão quatro curiosas telefonistas prontas para se ligar em mais uma história divertida do pai Bianchini.

O público é convidado a viajar nessas “Histórias por Telefone” junto com a menina, navegando em situações fantásticas, lúdicas e divertidas numa grande brincadeira.

{n}Dia 26 {/n}

A Cia. da Gioconda apresenta o espetáculo infanto-juvenil “Os olhos de Nebul”, voltado para adultos e crianças a partir de 7 anos. No século XXI, Nebul, vítima de uma feiticeira, fica cego. Se abate sobre o casarão onde mora, uma maldição, onde todos tem medo de entrar. Nebul envelhece e se sente sozinho, tendo por companhia seu único filho, em meio de inúmeros aparelhos de segurança, câmeras e circuitos internos.

O filho de Nebul, um jovem, vê o sofrimento e o isolamento que o pai sofre, mas não sabe o que fazer. Um dia, uma velha peregrina, sem temer a maldição, entra no casarão e diz que sabe que a cura é uma água milagrosa. Mas a única informação que dá é que quem sabe o caminho está numa estação de metrô do centro da cidade. O filho de Nebul, vendo que o pai jamais poderá fazer essa jornada, se oferece para ir em seu lugar, mesmo sem saber o que fazer.

{n}Dia 27{/n}

A Cia.BR 116 encerra a Mostra com a peça “O Terceiro Sinal”, indicada o público de faixa etária acima de 14 anos. A apresentação faz parte do Circuito Cultural Paulista.

“Dentro de alguns minutos, sem nenhuma experiência prévia, tendo decorado o texto na última semana e tomado parte em apenas três ensaios, sem ser nem desejar me converter num ator, eu estaria me apresentando diante de uma plateia pagante num dos teatros mais mitológicos do país, sob a direção do mais histórico de seus diretores.” Este é o ponto de partida do ensaio “O Terceiro Sinal”, do jornalista, escritor e dramaturgo Otavio Frias Filho, que relata sua investigação participativa no espetáculo teatral “Boca de Ouro”, dirigido por Zé Celso. No mesmo dia, após o espetáculo também acontecerá um bate-papo com Beth Coelho.

{n}{tam:25px}Oficinas{/tam}

Dia: 17 e 18 {/n}

Oficina de Interpretação – Coordenação da atriz, dramaturga e diretora Lucienne Guedes da Cia.Livre.

{n}Dia: 19 {/n}

Oficina de Introdução ao Teatro de Bonecos e formas animadas na terceira idade – coordenada por Alexandra Campos Tavares.