VINTE ANOS DE UMA VIDA BEM “VIVIDA” JUNTO DO GRUPO DE AMIGOS VOLUNTÁRIOS!

Esta nossa vida é, realmente, “pra” lá de maravilhosa. Tudo aquilo que fazemos em prol do bem estar do próximo, sempre acaba trazendo um retorno positivo; a bondade nunca cai no esquecimento e Deus nos retribui de maneira encantadora, sem que muitas vezes percebamos.

Sinto uma alegria enorme por mostrar, em forma de homenagem nesta coluna, os frutos que três pessoas estão colhendo EM TROCA de uma atitude grandiosa colocada em prática, num tempo que, infelizmente, ficou para trás. Falo de um projeto cujo objetivo visa, unicamente, estender a mão aos irmãos esquecidos por esta estúpida injustiça social que assombra todos nós brasileiros.

Pois bem, caro leitor, no mês de fevereiro de 1991, num sábado de carnaval, tive a felicidade de me aliar a três cidadãos do bem – que, desde 85, contribuíam fortemente com as diversas campanhas de filantropia que se realizavam na cidade, entre elas, o tradicional jogo dos “PROFISSIONAIS EM FÉRIAS” – para um desafio muitíssimo interessante. Nossa meta era tão somente juntar pessoas que pudessem, ao longo do tempo, “fazer a diferença” na área social do município, independentemente da ajuda governamental.

O objetivo desse grupo era ousado demais, pois, queria se buscar a todo custo, parceiros que consolidassem o anseio de ajudar os mais necessitados e, mais ainda, planejavam encontrar caminhos bem curtos para expandir o voluntariado na cidade. Claro que essa aventura não tinha como fracassar, afinal, além de muita proteção divina, esses seres humanos abençoados tinham uma credibilidade acima da média na sociedade botucatuense.

Para contentamento de toda uma cidade, exatamente no dia 9 de fevereiro de 1991, em meio ? folia do Rei Momo, nascia o GRUPO DE AMIGOS VOLUNTÁRIOS. Aliás, é prazeroso demais, dizer que a idéia de “cobrar” um quilo de alimento não perecível, ao invés de dinheiro para o ingresso em eventos filantrópicos de todos os gêneros, surgiu aqui nesta solidária Botucatu, em 1985, na primeira edição do “Jogo dos Atletas” profissionais. Hoje, esse tipo de arrecadação, virou mania nos eventos beneficentes realizados por este Brasil afora.

Evidentemente que o início dos trabalhos do grupo não foi fácil, entretanto, aquela fé que todos tinham de ver esse projeto do bem ganhar proporções positivas, com o tempo, “falou mais alto” e atingiu todos os objetivos propostos.

Passados vinte anos dessa feliz iniciativa, posso afirmar, sem preocupação alguma, que todos venceram e, o mais importante, a cidade vive um momento bastante solidário. O que mais se vê em todos os cantos da nossa hospitaleira Botucatu são instituições voltadas para “abraçar causas” e grupos de pessoas que trabalham fazendo aquilo que é dever do Estado.
Graças a Deus, em nosso município, é muito comum vivenciarmos durante todo o ano, diversas campanhas de ajuda ao próximo, ora realizadas por emissoras de rádio ou outro veículo de comunicação, ora por clubes de serviços e até comunidades de bairros.

Portanto, a “nóis” que já estamos na “estrada” há muito tempo “carregando” essa bandeira, carinhosamente chamada solidariedade – que, inclusive, nos proporciona muita felicidade – não nos resta outra coisa a fazer, senão festejar com esses colegas pioneiros (João Reche, o João da Refrilar; José Adelino Filho, o Japa da Sabesp e o Luiz Rogério Perez, o Rogério da Elétrica Perez), todo o sucesso que essa “empreitada” nos concedeu.

Também, com carinho idêntico, enalteço a “estada” nesse grupo maravilhoso, de muitos companheiros especiais (Vanderlei Martins, Valter Jorge, Wagner “Wawa” Rodrigues, Ondina Cotrin, Doutora Solange Daher, José Augusto Celestrim Flores, Celso Correa, José Francisco Ribeiro Melo, Eliziana Caetano Bonfim, Capitão Salvador Theodoro de Souza, Toninho Sanches, Mário Carula, Doutor Moacir Fernandes Filho) com os quais compartilho toda essa satisfação.

Meu carinhoso abraço desta semana vai para um dos maiores nomes da radiofonia botucatuense: Rubens Roberto Herbst, o Rubão, da PRF8 Rádio Emissora de Botucatu. Esse brilhante profissional e grande amigo que conquistei na época em que o voluntariado da cidade tinha um grande mestre, o saudoso Doutor Plínio Paganini, é “dono” de todas as tardes na cidade com o seu “badalado” programa A VOLTA DO SUCESSO. Para meu orgulho, o querido Rubão “aguenta” acompanhar tudo o que “escrevo” semanalmente.

{n}Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com{/n}