ETA ESPINHEIRA DANADA!

Prezado leitor, você, por ventura, se lembra de uma “baita” música da famosa dupla sertaneja “Duduca & Dalvan”, intitulada Espinheira, que tocou muito em todas as emissoras de rádio do Brasil inteiro em anos passados?

A letra desta preciosa (e bastante divertida) canção, retrata, com muita propriedade, o trágico momento que a maioria das pessoas vive atualmente neste país sem comando. A dificuldade de sobrevivência que aterroriza e assombra a todos, tem sido algo assustador e, o mais grave ainda, sem dimensões.

Vamos lá, rememorar: “… ETA ESPINHEIRA DANADA que o pobre atravessa pra sobreviver; vive com a carga nas costas e as dores que sente não pode dizer. Sonha com as belas promessas, de gente importante que tem ao redor; quando entrar o fulano, sair o ciclano será bem melhor. Mas entra ano e sai ano e o tal de fulano ainda é pior…”. O quê explica este terrível momento, cujo governo enfrenta 65% de rejeição? Deus do céu. Será o mistério da reeleição?

Meus amigos! Posso confessar que em nada me apetece sentar em frente ao computador para escrever um texto cujo tema é indigesto, ao contrário, prefiro dividir com meus leitores, “causos” alegres, festivos e interessantes; por sinal, sempre que me atrevo a opinar sobre temas desagradáveis (todos de fonte segura) nesta coluna, vem lá um “puxão de orelhas” de um ou outro leitor. Daí, a preferência por tentar fazer sorrir do que estimular o estresse.

No entanto, nesta semana, não consegui me furtar (até que tentei!) desse abuso monstruoso que vem enojando todos nós, brasileiros. Não dá mais para “engolir” essas notícias que só falam de prisões de magnatas envolvidos em corrupção (lava-jato, mensalão, lava-cueca, etc); da enganosa Reforma Política e Fiscal que tramita no Congresso Nacional há vários anos; da malfadada redução da maioridade penal, já sancionada e de outras “babozeiras”. Acredite! Nesta semana, até a tal “Parada Gay” conseguiu “encher o saco” do povo brasileiro. É o fim da picada! Haja paciência!

Aliás, senhores governantes, em vez de achar que a “criançada” é que está contribuindo com o crescimento assustador da criminalidade, que tal investir mais na EDUCAÇÃO, sobretudo com remuneração digna para os nossos professores. Com certeza, se isso vier a ocorrer, construiremos menos presídios, e o mais gratificante, formaremos mais e mais cidadãos de bem.

Por fim, só mais uma. Não tem como tolerar mais o “visual” da nossa “presidenta” que, como sempre, ostenta uma petulância de causar enjôo e vez ou outra, vem a público (em horário nobre) dizer que temos que economizar, por exemplo, energia elétrica (inventaram até uma bandeira como parâmetro de consumo; difícil é aceitar que o referido lábaro tem a cor vermelha!). É cobrar demais da nossa gente. Esse governo perdeu a noção do valor das coisas. Eles não conseguem distinguir quanto, quando, como e por que os valores se aplicam! Coisa de cinema!  

Esquecendo um pouco dessas aberrações que cotidianamente ocorrem de norte a sul do Brasil, faço apenas uma única perguntinha a quem quiser responder: como está indo aquele polpudo programa eleitoreiro, que foi a mola propulsora para a reeleição da Senhora Dilma Rousseff, a Presidente da República denominado “FOME ZERO”?

Claro que ninguém ousa responder visto que estamos todos “náufragos”, no “fundo do poço”. Aqui no Brasil, infelizmente, existem duas frentes (pelo menos, no lado de “baixo”). Quem não consegue pagar suas contas em dia, por ganhar pouco e a outra é aquela onde estão os desempregados ou aqueles a caminho do desemprego. Lamentavelmente esse é o quadro enfrentado pela maioria da população brasileira.

“Bão”, agora vou “falar” (só um pouquinho) daquilo que me forçou a escrever este repúdio, ou seja, da triste situação enfrentada por muitos e muitos dos nossos irmãos, que sequer conseguem tratar dos seus filhos; aliás, um quadro que abraço prazerosamente e que com as graças DELE, faz parte do meu dia a dia.

Nesta semana, mais uma vez, senti o gostinho dessa brutal injustiça social que assola o país inteirinho “chacoalhar” o meu coração. Enfrentei na última terça-feira, (junto com outros amigos) um enorme amargor, quando fomos chamados para visitar uma família (pai, mãe e três crianças), no Distrito de Rubião Junior, que estavam passando por momentos de muitas dificuldades.

Não bastasse o enfrentamento do desemprego, por parte do “chefe da família”, a falta de alimentação, de uma moradia decente e até de energia elétrica (havia sido cortada por falta de pagamento) também castigavam o “lar” daqueles brasileiros (um casal sofrido, porém, decente e honesto) que, certamente deve ter votado na “muié” toda poderosa, confiando no sucesso do famigerado “FOME ZERO”. Faltava até cobertores naquele modestíssimo barraco. Não tenho dúvida alguma de que Deus não compactua com situações desse nível, entretanto…

Graças a vontade DELE, o nosso PAI e a generosidade de algumas pessoas do bem que são nossas fiéis parceiras, conseguimos amenizar, um pouco, o sofrimento daquela família. Levamos de tudo um pouco àqueles seres humanos injustiçados por essa política nojenta e repudiável que parece crescer sem parar no nosso país. Que Deus abençoe a todos.

É minha gente, nem parece que estamos morando num país naturalmente rico e abundante como é este nosso Brasil. Não dá para acreditar que numa “Pátria Amada Idolatrada Salve, Salve” – afinal, não convivemos com nenhum tipo de catástrofe natural – como a nossa, onde o quê se planta, colhe, ainda nos deparamos com a triste dor da fome, do frio e da miséria. Que absurdo! Quanta indignidade “corre solta” entre nós, brasileiros! Se Deus quiser um dia encontraremos um FULANO que acabará com essa verdadeira “farra do boi”, feita, ano após ano, por esses picaretas que chegam ao poder enganando a nossa gente.

Aproveito este momento de muita reflexão para pedir desculpas aos meus “acompanhantes” semanais, por um erro imperdoável de ortografia que cometi na minha última manifestação aqui nesta coluna. Como pode alguém escrever POSSO do verbo PODER com ç, ou seja, POÇO? Coisas dessa nossa vidinha “pra” lá de agitada!

Com carinho enorme abraço quatro figuras maiúsculas aqui da terrinha que para minha satisfação são assíduas leitoras dos meus “contos” semanais; o casal de amigos Silvia e Antonio Bártoli; Rivaldo “Maninho” Coruli (que também está sofrendo com essa onda de crises) e o mestre do linguajar português, o renomado oftalmologista Doutor José Nelson Moreira de Andrade.

 

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com