ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA FERROVIÁRIA, 77 ANOS DE UMA EXISTÊNCIA SÓLIDA E MUITO SUCESSO

Na semana passada, com muita satisfação, “falei” um pouquinho dos 98 anos da nossa gloriosa AAB – Associação Atlética Botucatuense e hoje, com alegria idêntica e tamanha, reservo todo este espaço para também parabenizar outro clube social da terrinha, o nosso querido “Tricolor da Baixada” que, no dia 3 de maio, completou 77 anos de vida com muito sucesso.

Exatamente como aconteceu lá pelos lados da Avenida Dom Lúcio, aqui na “baixada” o futebol que era a “bola da vez” de todos os ferroviários da saudosa Estrada de Ferro Sorocabana, foi extinto no final da década de 70, e deu início a uma entidade associativa que não pára de crescer.

Claro que não se constrói da noite para o dia um clube como a Ferroviária, ainda mais num país que não consegue se desvincular das muitas crises que o assolam. No entanto, quando pessoas comprometidas com o bem, esportistas compromissados, de fato, com aquilo que projetam vão à luta, o sucesso é certeiro. Foi justamente isso que aconteceu no nosso tricolor.

Com muita saudade, lembro-me do dia em que um grupo de pessoas (Domingos Corvino, Ângelo Lelis Cavalante, Rubens Gavani, Doutor René Alves de Almeida, Newton Colenci, Olavo Benedito Guerreiro, Doutor Eduardo Guedes Casemiro, José Batista Geraldo, Otacílio Paganini), tendo à frente o inesquecível amigo Doutor Plínio Paganini, resolveu tirar o clube do “buraco” em que se encontrava por conta das dívidas oriundas do futebol profissional.

Não foi fácil consolidar aquele anseio, até porque o tricolor não tinha nenhum patrimônio a não ser o estádio “Dr Acrísio Paes Cruz” e o seu quadro associativo era pequeno demais. Volto a dizer: todo projeto esboçado por pessoas sérias e comprometidas sempre alcança o sucesso almejado. Alguns desses esportistas chegaram a hipotecar as suas residências em instituições financeiras da cidade para quitar as dívidas do clube. A partir daí o sonho desses tricolores autênticos começou virar realidade. Um grandioso programa de angariação de sócios foi colocado em prática e, a partir de então tudo foi, aos poucos, progredindo para a satisfação do amigo Plínio e seus colaboradores.

Hoje, passado pouco mais de trinta anos dessa proeza, a Ferroviária, se não for a maior, certamente está entre as três maiores potências poli esportivas de todo o nosso estado.

Outra lembrança que não foge à minha memória foi um fato (um pouco desagradável, por sinal) ocorrido no ano de 2004; com o pedido de demissão do presidente Doutor Domingos Corvino, o Conselho Deliberativo do clube teve que nomear para um mandato tampão de pouco mais de um ano, o novo Presidente, bem como o seu Vice.

Quis Deus que eu e o amigo João Chávari fôssemos os escolhidos para esse desafio. Que “baita” responsabilidade jogaram no nosso colo! Dizer que não fiquei preocupado seria muita leviandade de minha parte, visto que fomos “intimados” para uma missão que sabíamos das dificuldades, pois, tanto eu como o João éramos conselheiros do clube.

Eu até que tinha uma pequena noção na área administrativa, já que estava no meu terceiro mandato na Associação dos Servidores da UNESP – ASU e havia administrado o Fundo Social dos Servidores da FM, HC e FAMESP por outros quatro períodos, porém, não conhecia as qualidades do amigo João Chávari. Daí….

Que surpresa me foi reservada com o passar dos anos! Confesso que jamais imaginava o tamanho do talento do João Chávari, em administrar. Dia após dia, ele foi mostrando uma arte incrível na equação dos problemas vividos pelo clube. A maior prova disso é que já estamos no quarto mandato e, o mais importante, fazendo a alegria de todo o nosso quadro associativo que já passa de três mil e duzentos associados e forma numa comunidade grandiosa, próxima de 10 mil frequentadores do clube.

Só para termos uma noção da competência deste moço, o clube investiu nos últimos três anos, nada menos do que quatro milhões de reais com obras, principalmente na nova Academia e no conjunto de piscinas térmicas e, se isso não bastasse, mesmo com toda essa crise que vem assolando o Brasil inteiro, o saldo contábil em caixa no clube hoje “rola” em torno da expressiva cifra de oitocentos mil reais. Glória!

Durante este mês inteirinho é só festa lá na “baixada”. Haverá shows de cantores famosos (Benito de Paula, Marcus & Beluti e Felipe Araújo, o filho do cantor sertanejo Marciano); inauguração do Jalisco; será entregue a nova iluminação do campo de futebol society; serão realizados campeonatos internos de Tênis de Mesa e Bilhar, jogos amistosos com a equipe de master tricolor e uma sugestiva partida de futsal entre pais e filhos; passeio ciclístico, além, é claro, da tradicional seresta de aniversário que acontecerá na noite do dia 14 de maio.

Parabéns associados da nossa Ferroviária, por festejarem mais um aniversário, em meio a um astral “pra” lá de especial. Parabéns, queridos diretores, conselheiros e funcionários, pela maneira vencedora como “tocam” o dia a dia desse tradicional clube. Parabéns, querido amigo João Francisco Chávari, pela excelência como administra, não só o clube, mas toda essa bonita história construída ao longo do tempo. Salve, salve o tricolor de todos os botucatuenses.

De maneira bastante carinhosa, abraço dois servidores diferenciados da nossa Universidade Estadual Paulista – UNESP, campus de Botucatu, ambos ex-alunos da FCMBB – Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, que construíram uma bonita trajetória profissional entre “nóis”: meus inseparáveis amigos, Luiz Antonio Vane e José Reinaldo Cerqueira Brás. Na tarde da sexta-feira passada (29/04), no Salão Nobre da Faculdade de Medicina, essas duas referências da Medicina Brasileira receberam o Título de “PROFESSOR EMÉRITO”.

Também, com muito afeto, abraço outros três ilustres botucatuenses que me proporcionam a alegria de serem meus amigos e que acompanham “pari passo” todo meu trilhar por este mundinho passageiro: os assíduos leitores das minhas narrativas semanais, Nilceu Giacoia, um dos maiores “pés de valsa” da terrinha, o Pró-Reitor de Administração da UNESP, Professor Carlos Gameiro e o jornalista mais antigo da cidade, Gregório Fazzio Netto.

Por fim, em forma de homenagem póstuma, dedico todo o meu carinho ao inesquecível dirigente PLINIO PAGANINI, um botucatuense do mais alto nível que tudo fez para a nossa Ferroviária ser essa maravilha que hoje é. Não fosse o seu dinamismo, a sua seriedade (com tudo) e o seu comprometimento (evidente que junto de outros esportistas) pouco, ou quase nada, existiria nos anais patrimoniais da nossa querida e amada Associação Atlética Ferroviária.

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com