AAB: UM CLUBE QUE ORGULHA TODA A CIDADE

A AAB (Associação Atlética Botucatuense) está em festas. Neste dia 21 de abril, a sempre simpática “veterana” da Avenida Dom Lúcio, como era carinhosamente conhecida por todos os botucatuenses em tempos idos, completa 96 anos de uma profícua existência.

Dona de um patrimônio imensurável e detentora de um quadro associativo de causar inveja, inclusive aos grandes clubes da capital – por sinal, esse “aglomerado” de pessoas que, a cada dia que passa demonstra o sadio desenvolvimento, está próximo de atingir a respeitável marca de 5.000 integrantes – a nossa sempre querida e amada “associação” é considerada, nos dias atuais, como um dos maiores clubes sociais e esportivos de todo o interior do Estado.

É evidente que o clube está em constante crescimento, dia após dia, aliás, na minha modesta visão de vida, crescimento só acontece quando as partes envolvidas no processo, não abrem mão do trabalho, da seriedade, da perseverança e do comprometimento e na AAB tudo isso, vem ocorrendo, já há algum tempo.

Hoje, a nossa “associação”, da maneira como está sendo administrada, certamente irá deparar com aquela solidez que todo clube associativo almeja; vou além, a continuar nesse trilhar, não tenho dúvidas em afirmar, que a nossa “veterana” será a referência maior entre todos os clubes interioranos.

Não podemos negar que a extinção do futebol profissional na vida do clube (lá atrás), foi o “tiro de largada” para a construção desse grande complexo esportivo que hoje existe lá nos altos da cidade.

Quem (“nóis”, cinquentões ou sessentões, por exemplo) não se lembra dos tempos em que a nossa querida “associação” disputava os campeonatos de acesso, promovidos pela Federação Paulista de Futebol, na década de 60, época em que o clube tinha como patrimônio, apenas alguns atletas e o estádio “Dr. Antonio Delmanto”? E o pior, seus dirigentes sequer aceitavam transformar aquele modesto estádio num clube sócio esportivo que oferecesse aos seus associados um pouco de lazer.

Naqueles tempos o futebol já era essa “coisa medíocre” de meia dúzia de “riquinhos”, cheios de fama. Apesar de ser um esporte popular, somente alguns privilegiados é que ganham bem. A maior prova de que é verdade o que estou falando é a realidade vivida pelo elenco (inteiro) do time campeão paulista deste ano. Qualquer craque “meia boca” de um time considerado grande no país ganha mais que a folha de pagamento inteira de todos os jogadores do Ituano. Quanta mediocridade!

Todos os diretores da época sabiam que o futebol era (e continua sendo) um saco sem fundos, que sempre esvaziou qualquer cofre, por mais que estivesse cheio, no entanto, nenhum deles queria mudanças.

Também não deixa de ser verdadeiro que depois do fim do futebol, o clube foi administrado por todo tipo de gestores (uns que pararam no tempo, já, outros, que mostraram muito empreendedorismo) e hoje, com as graças de Deus, a força jovem, a cabeça nova e, principalmente, os estilos modernos de gerenciamento adotados pela administração atual, tem feito a diferença na vida do clube.

Quis ELE que isso tudo ficasse para trás e a nossa “veterana” se transformasse nesse gigante que hoje é. Muita gente da diretoria atual tem trabalhado, incansavelmente, no sentido de ver o clube crescer cada vez mais e, o mais importante, se consolidar como um clube da grandeza dos seus associados.

Como sempre acontece nos festejos de aniversário do clube da “Estrela Solitária”, seus dirigentes sempre projetam algumas surpresas (sociais ou esportivas) aos seus associados, durante toda a semana de festividades e, neste ano, com certeza, não será diferente.

Certamente, muitas atrações estão programadas, inclusive, soube através de um baterista dos bons, meu amigo Messias Gonçalves Teixeira Junior e da encantadora vocalista Gizeli do Carmo Pedroso (ambos componentes da Banda campineira TALISMÃ, que, por sinal, me convidaram para o baile), que eles abrilhantarão a grande seresta, na noite do último sábado do mês, 26 de abril. Que beleza!

Quem não conhece a banda e o talento dos seus integrantes, muito especialmente da fantástica cantora Gizele, vá conhecê-la. Na seresta da Ferroviária ela simplesmente “arrebentou”. Teve seresteiro que, ao longo do baile, optou por trocar a pista de dança por ouvi-la cantar. Eu já iria prestigiar essa seresta, depois do convite recebido dos meus amigos campineiros, está mais do que confirmada minha presença!

Enfim, eu que lá atrás, dispensei uma dedicada contribuição, como diretor de divulgação, por mais de uma década, nas administrações do saudoso Mário Castanheira e que até os dias de hoje integro esse seleto grupo de associados, não tenho outra coisa a fazer, senão parabenizar toda a diretoria do amigo Jânio Gonçalves (todos os diretores sem exceção) e, mais ainda, de maneira bastante carinhosa, abraçar, um a um, todos os conselheiros, funcionários e associados dessa preciosa entidade associativa chamada ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BOTUCATUENSE, nesta data tão especial. Parabéns AAB, pelos seus 96 anos de um magnífico progresso.

De maneira “pra” lá de afetuosa, aproveito toda a grandeza da nossa “associação” e dos seus sócios, para abraçar uma pessoa maravilhosa que sempre participou da vida dos clubes da cidade, sejam eles sociais ou esportivos: meu amigo José Ricardo da Silva, o Ricardo da Gráfica IGRAL, um dos maiores “boleiros” da terrinha, meu parceiro atuante na diretoria do “Tricolor da Baixada” e, ainda, um dos sócios mais antigos da “associação”. Para minha satisfação o querido “Pancho”, maior goleador do futebol da cidade, é assíduo leitor dos meus “causos” semanais aqui contados.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com