A BONITA FESTA DO SANTO “CASAMENTEIRO”

Domingo passado tive o prazer de estar presente, por algumas horas, na tradicional festa de Santo Antonio, realizada no Distrito de Rubião Junior, mais propriamente, nas imediações da histórica igreja do Padroeiro das pessoas que buscam levar ao altar sua cara metade: o Santo Casamenteiro.

Esta maravilhosa festa, como sempre ocorreu – desde os tempos em que ainda era bonito casar, constituir família a contragosto do que dita a tal modernidade – o congraçamento religioso transcorreu magistralmente. Teve de tudo um pouco por lá, até mesmo aquela tão aguardada distribuição de pãezinhos, após a missa de domingo. Coisa maravilhosa de se partilhar!

Ao longo da semana passada várias missas foram realizadas, até que a derradeira, ocorrida na manhã daquela domingueira, “arrastou” um número expressivo de fiéis devotos do Padroeiro, deu a largada a toda a festança.

Por sinal, não tem como negar que esta popularíssima festa religiosa só voltou às suas origens (depois de muitos anos), graças ao arrojo do empresário do ramo imobiliário, respeitadíssimo na cidade – que, inclusive é filho nato daquela aconchegante região “botucuda” – meu amigo Fernando Borgato que, em anos passados, não mediu esforços para “juntar” alguns parceiros fortes e trazer de volta a tradicionalíssima “festa de Rubião”. Que maravilha! Foi tudo fantástico!

Pena que nesta nossa vida, a força e a sabedoria dos nossos antecessores nem sempre tem continuidade. Acho até que os ensinamentos que desencadearam o sucesso absoluto das festas anteriores foram facilmente jogados na lata do lixo neste ano. Talvez, nem por desinteresse em “abraçar a causa” com mais ousadia, mas por falta de maturidade de quem coordenou o grupo. Que pena!

Lamentavelmente foi esta a sensação que tive na festa deste ano. Nem passa na minha cabeça querer minguar o êxito desta festança, afinal sempre fui um admirador profundo das pessoas que trabalham voluntariamente pelo bem de uma coletividade. Porém, posso garantir, sem medo de errar, que se os métodos aplicados pela equipe do “homão” da RESIPLAN tivessem sido colocados em prática, certamente a vitória deste evento teria sido muito mais expressiva, o lucro obtido nas festividades seria muito maior.

Também, de maneira lastimável quero repudiar alguns pontos que achei absurdos. Vamos lá. Por que terceirizar uma festa em que os fiéis (conheço um “montão” e posso falar com propriedade das qualidades deles) sempre deram mostras de “arregaçar as mangas” e trabalhar pelo bem da igreja? O que explica uma comissão que tem competência para falar por uma comunidade desse nível, jogar dinheiro fora entregando, a oportunistas de plantão, o lucro certeiro de uma festa dessa grandeza?

Perdoem-me, queridos irmãos, moradores de Rubião Junior. Não me entendam como um crítico sem conhecimento de causa (até porque nem sempre gosto de ser criticado, daí…), mas, sim, como um cidadão que não aguenta mais ser passado para trás. O que vimos de abusos na festa foi algo vergonhoso.

Vem comigo: como proibir a entrada em uma festa de um cidadão, só porque ele carregava um pacote de biscoitos, ou uma lata de refrigerantes ou cerveja (eu fui barrado)? Isso é um absurdo! E mais, o que explica os preços exorbitantes de todos os produtos vendidos no interior do recinto? Na parte externa do recinto tudo era comercializado pela metade do preço. Não gente. Isso ter que ser repudiado. Essa é a maior prova do meu julgamento em relação ao cidadão que terceirizou a festa: OPORTUNISTA DE PLANTÃO.

Aliás, tem muita gente que sobrevive à custa dessas aberrações que tem anuência de grande parte da sociedade. Isso tem que acabar! Chega de desrespeito com a cidadania!

Enfim, desabafos a parte, quero parabenizar os organizadores da festa, até porque, em mais um ano (claro que gastando mais do que devia) tivemos a realização de uma festa que sempre foi a “menina dos olhos” de toda a população botucatuense.

Meu fraternal abraço desta semana é endereçado exclusivamente a dois ilustres leitores das minhas escritas semanais: meus amigos Doutor José Mauro Zanini, o moço que comanda, com muito brilhantismo, o Hemocentro, do Hospital das Clínicas e o meu eterno padrinho lá no conceituado ROTARY CLUB de Botucatu, Mauro Herbst.

Já com o coração bastante machucado, abraço em forma de homenagem póstuma, a minha querida afilhada, funcionária ligada ao setor de Quimioterapia do HC e Casas de Apoio da FAMESP, Gizeli Cristina Corvino Bozzone, que, lamentavelmente, na última sexta-feira (12/06), nos deixou para ir ao encontro do Senhor. Quanta tristeza! Até qualquer dia “menininha de ouro”!

 

Rubens de Almeida – Alemão

alemao.famesp@gmail.com