“GLOBO REPÓRTER” MOSTROU AO BRASIL INTEIRO UM POUCO DO NOSSO TRABALHO

Quis Deus que, justamente no feriado da Padroeira da Cidade, dia de Sant’Ana, Botucatu fosse notícia (muitíssimo positiva) no Brasil inteiro.
O Globo Repórter, programa de grande audiência da Rede Globo de Televisão, levou ao ar, com muita propriedade, na noite de 26 de julho, (data de nossa particular homenagem ? Santa Ana – mãe de Maria e avó de Jesus) as vantagens proporcionadas a saúde pelo domínio sobre o corpo através das danças, de diversas modalidades.
Botucatu foi destaque por pouco mais de quatro minutos, numa reportagem interessante sobre os vigorosos benefícios que a dança do ventre pode produzir, sob o ponto de vista psicológico em pacientes que sofreram o câncer de mama.
O projeto exibido no programa é alvo de uma pesquisa da Unesp de Botucatu e executado no Núcleo Assistencial “Professor Pasqual Barretti”, com mulheres que se submeteram ? mastectomia – perda total/parcial da mama e, que hoje, graças aos tratamentos médicos combinados com a dança do ventre redescobriram o bem estar da saúde e, consequentemente, da beleza, apesar da perda importante.
Os responsáveis pelo referido projeto ministraram uma verdadeira aula aos telespectadores sobre a relevância da dança na recuperação da saúde. Com muito conhecimento de causa, os meus colegas de trabalho (o especialista Professor José Ricardo Paciência Rodrigues, a fisioterapeuta Samira Rosalém, a professora de dança Sonia Regina Augusto) e suas alunas, em evidência, mostraram os resultados impressionantes na recuperação da auto-estima, valorização de outras partes do corpo feminino e da sensualidade com a intervenção desta tradicional modalidade de dança.
Com certeza, quem assistiu ao programa – que não só enfocou as vantagens trazidas pela prática de dança do ventre, mas, também de outros estilos de dança na superação de um mal enfrentado – gostou da reportagem, pois, realmente, todas as “dicas” foram preciosas. No entanto, não podemos negar que o momento em que as nossas mais novas “bailarinas” da cidade foram a “bola da vez”; sem sombra de dúvidas, ficamos todos sensibilizados. Foi maravilhoso demais ver na apresentação da dança do ventre, a beleza dos movimentos de pessoas que, tempos atrás, conviviam com a terrível sensação de impotência e agora esbanjam seus tantos talentos.
Sobre os depoimentos emocionantes e cheios de novo fôlego de vida das “alunas” da professora Sônia levados ao ar naquela mesma noite, o que dizer? Certamente elas elevaram o índice de audiência da emissora, sobretudo porque era claro o viço da alegria recuperado, a nova motivação estampada e a felicidade contida no sentimento de mulher “mimosa flor”, que um dia havia encontrado no espelho um inimigo mortal e, mais ainda, que num determinado momento da vida, os olhos estiveram fechados para si mesma. Hoje, elas sentem o real prazer pela vida.
Pena que a produção do programa não reservou espaço para mostrar, especialmente, ? queles, que tem a missão de cuidar da saúde da nossa gente (e não cuidam) como tudo isso se iniciou aqui em Botucatu. Em momento algum da programação foi citado o nome da FAMESP (parceira mor do projeto) e muito menos o comprometimento que a sua diretoria, muito especialmente o atual Diretor Presidente, Doutor Pasqual Barretti, dispensa ? s causas desse porte.
Claro que quando as filmagens foram feitas para a edição deste documentário, lá na sede da fundação (por sinal, um ambiente espetacular que propiciou a gravação de cenas encantadoras que, inclusive, deram um brilho ainda maior a tudo), a repórter atentou para tudo o que foi dito pelos entrevistados, entretanto… . Coisas dos tais editores.
De qualquer maneira, o Brasil assistiu algo bastante especial e muitíssimo valioso, ou melhor, um “baita” programa voltado para as coisas que, de fato, estamos enfrentando. Acho até que os canais de televisão deveriam atentar mais para esse tipo de realidade, mostrar mais projetos dessa magnitude e não dar espaços monstruosos para chacinas, massacres e demais ocorrências policiais que enojam e entristecem a todos nós.
Já, “nóis” botucatuenses, um povo privilegiado em tudo, mais uma vez, acabamos contemplados com as glórias de um grande feito. Primeiro, em saber que aqui, neste cantinho hospitaleiro do Estado mais populoso do país, numa cidade referência para se viver bem, existe em funcionamento um programa de saúde voltado, exclusivamente, para mulheres que enfrentaram esse terrível mal. E, por fim, em ver o nome da nossa querida e hospitaleira “CIDADE DOS BONS ARES E DAS BOAS ESCOLAS”, divulgado de um jeito respeitável, por alguns minutos, num programa global.
Aproveito toda a beleza deste “conto” para abraçar três figuras especiais do meu recheado círculo de amigos, que, aliás, me honram por serem leitores das minhas escritas semanais: meus amigos Sérgio Ortiz, o eterno Presidente do Sindicato dos Comerciários e um ser humano extremamente solidário ao próximo; o ferrenho torcedor do Santos FC, Sol de Tarso Batista, frequentador assíduo do boteco do seu Chico, o famoso “FRIGO BAR”, lá em Rubião Junior e o conceituado advogado são-manuelense Doutor Dener Castaldi.

{n}Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com