“DRAGÕES DA VILA” COMEMORA 40 ANOS DE UMA BONITA TRAJETÓRIA

No próximo mês de outubro, exatamente quando a nossa populosa Vila dos Lavradores completa 120 anos de existência, o tradicional clube social “Dragões da Vila”, uma agremiação voltada para os moradores daquele cantinho especial da nossa Botucatu (onde prazerosamente, iniciei, como engraxate, a minha “carreira” profissional) também comemora os seus 40 anos de uma vida muito bem vivida.

No início da década de 70, logo no começo das suas atividades, o clube então com mais de mil componentes concentrava esforços para elaborar o “melhor” bloco carnavalesco da cidade – e arriscar vencer a disputa entre as escolas de samba daqui. Lamentavelmente, toda a luta dessa gente foi consumida pelo fim do prestígio do carnaval em Botucatu, que não resistiu ? força do “modernismo” e “enterrou” também a magia desse grupo que via no carnaval, um período de quatro dias de muita folia e um congraçamento familiar bastante animado.

Hoje, depois de um breve lapso de tempo, a bandeira dos “Dragões” ainda brilha hasteada como clube social e seus dirigentes tentam, a todo custo, resgatar a origem do verdadeiro carnaval.

O tempo passou, mas a raiz dessa respeitável agremiação associativa nunca mudou. Posso afirmar, sem medo de errar, que esta é a única “associação” de brasileiros cujos sócios não desembolsam um real sequer para pagarem mensalidades. Os associados contribuem trabalhando pelo crescimento e desenvolvimento da entidade; o clube sobrevive graças aos inúmeros eventos particulares que lá são realizados (festas de casamentos, noivados, aniversários, enfim, diversas festividades familiares) e também com a promoção de bingos, rifas e jantares beneficentes.

Ao longo do ano, o departamento social realiza várias serestas, com uma presença de público acima da média (os ingressos sempre se esgotam com muita antecedência) especialmente, naquelas em que são homenageados os pais, as mães e o clube no dia do seu aniversário. Só para termos uma noção do prestígio dos “Dragões”, nada menos do que o renomado conjunto musical “Os Demônios da Garoa” e o famosíssimo sambista Jamelão, entre tantos outros, já animaram, jantares badalados organizados no clube mais querido do “Bairro da Estação”.

Muita gente importante na terrinha vem se dedicando, dia após dia, em prol da consolidação definitiva desta “baita” comunidade que, hoje é administrada pelo valoroso Romualdo “Roma” Pinton e que, lá atrás, contou em suas fileiras com pessoas igualmente respeitadas que, lamentavelmente, partiram para o outro mundo deixando entre nós, um rastro enorme de saudades. Quem não se lembra dos saudosos amigos Norberto Luiz Ravanhani, o popular “Barranco”, o Tonhão Benvindo e os também inesquecíveis João Roberto Pilan e o Zé Granhani, o moço do famoso Bar e Lanches Arco Íris?

É minha gente, a vida é mesmo assim, uns vão, outros ficam. Graças a Deus, mesmo com a extinção do carnaval de rua (atualmente só acontecem os tradicionais bailes de marchinhas em vésperas do carnaval) e a perda de alguns dirigentes pioneiros, o clube não parou no tempo. Nos dias atuais muitos abnegados, entre eles, Nilceu Giacóia, Luiz Pereira, Eloy Pereira, Paulinho Capelupi, Antonio Cecílio Junior e tantos outros, dão todo suporte necessário para que o amigo “Roma” leve adiante, com muito brilhantismo, os bons propósitos desta reunião de botucatuenses que também fizeram história nos “Dragões da Vila”, como é o caso do ex-prefeito Joel Spadaro, o engenheiro Marinho Pilan, o “Dom” Padre Perez (uma figura que fazia a diferença) o competente administrador Fulvio Chiaradia (responsável direto pela aquisição do prédio onde hoje é a sede do clube junto ? família Lunardi) Nelson Leão, Birde Leão, Nei Toreli e muitos outros que, infelizmente, fugiram ? minha memória.

Encerrando este meu “conto”, quero parabenizar todos aqueles que trabalharam incansavelmente (não foram poucos) para que o nosso “Dragões da Vila”, cada dia mais, se transformasse numa potência que tem seu lugar nos eventos sociais da cidade, e, ao mesmo tempo avisar aos amantes da dança de salão que no próximo dia 5 de outubro, aniversário do clube, será oferecida uma grande noite a todos com um grande baile animado pela Orquestra Internacional CASINO DE SEVILHA. Dá “pra” imaginar o tamanho da festa que vem por aí?

Meu carinhoso abraço desta semana vai para um dos maiores “carregadores de piano” que conheci em toda a minha estada por esta vidinha passageira; um dirigente sério em tudo o que se propõe realizar (onde ele é chamado a “coisa” acontece); um ser humano admirado e respeitado por muita gente e, porque não dizer, um cidadão botucatuense vitorioso em tudo: meu amigo Antonio Cecílio Junior, o grande Juninho da Cine Vídeo Locadora.

Caro Juninho, em todos os lugares administrados com desprendimento, a renovação sempre trás frutos positivos, no entanto, tem que chegar o momento certo para essa mudança ocorrer. Acho que ainda não chegou a hora de “passar o bastão”.

Com a mesma afetividade abraço um assinante antigo do nosso “Diário da Serra” que ontem me ligou para dizer que se orgulha de ler toda manhã o nosso “Diário” e ser fã incondicional dos meus causos aqui contados: meu amigo Antonio Preste.

Hoje é dia de festa para toda a comunidade unespiana. Às 16 horas o Salão Nobre da Faculdade de Medicina será palco de uma das maiores homenagens que um cidadão do bem pode receber. Meu querido amigo Professor José Carlos Souza Trindade será empossado membro da Academia de Medicina de São Paulo.

Aliás, esta cadeira era ocupada pelo Professor João Alves Meira e posteriormente pelo seu filho Professor Domingos Alves Meira, ambos, foram diretores da nossa Faculdade de Medicina. Se Deus quiser estarei levando o meu abraço ao eterno Reitor da UNESP.

Rubens de Almeida – Alemão
alemao.famesp@gmail.com