Queda de braço entre PT e PSDB já virou doença

Ninguém aguenta mais! Seja na esfera nacional, estadual ou municipal, a briga entre PT e PSDB além de desgastar os dois partidos, ultrapassa limite do suportável. É impressionante essa queda de braço dessas duas legendas. Virou doença crônica! Nada que o PT faz agrada o PSDB e vice versa.

A corrupção existe no Brasil desde o seu descobrimento (talvez antes dele), mas  para o PT a corrupção se generalizou no governo do PSDB e este afirma o contrário.  O roto falando do rasgado.  E o Brasil acaba ficando para segundo plano.

Os demais partidos permanecem na espreita para saber o momento certo de dar o bote e apoiar um ou outro, usando na mesa de negociação o seu contingente parlamentar. Ganha mais quem tem o maior número de eleitos.  Assim é o jogo. O importante é estar sempre atrelado ao poder. Dane-se o resto!  Quero o meu! 

O pior de tudo é que a grande maioria dos parlamentares (poucos escapam), que ocupam os suntuosos gabinetes na Câmara dos Deputados e Senado Federal não tem, absolutamente, nenhum compromisso com o país. Um bando de safardanas que vivem às custas do erário público, nadando nas fezes da corrupção, sem nenhuma relação com os interesses da imensa maioria da sociedade brasileira.

E o pior de tudo é que o Congresso Nacional é formado por políticos profissionais que estão grudados nas voluptuosas tetas do poder há décadas e montaram redutos eleitorais com emissoras de rádios e televisões. Com isso, conseguem manter seus nomes sempre em evidência, neutralizando reportagens em que são acusados de negociatas espúrias. E são reeleitos em seus respectivos estados. Eleição após eleição.

E neste poço de lixo também entram os assessores aqueles que parecem cãezinhos adestrados (também chamados de cheira-peidos) que muitas vezes são ainda piores, do que seus “donos”. Nunca é demais lembrar que nem todo político é corrupto, “apenas” a maioria deles. Por isso não me canso de dizer que a classe política é o pior câncer do país.  E vou continuar dizendo sempre que tiver oportunidade.

E esse viciado e corrupto processo político, cada vez mais afunda o Brasil nesse lamaçal da corrupção. Muito se fala em reforma política, mas pouco se faz. E a reforma política pode ser entendida como um conjunto de propostas para uma reorganização do sistema político brasileiro que não foram modificados na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988). Foi no final da década de 1990 que o debate sobre a reforma política tomou a forma como o que vem sendo discutindo hoje.

Entretanto, não é de interesse de a maioria dos políticos fazer mudanças se nesse jogo tem a seu favor uma estrutura arcaica e contaminada, onde tudo pode, onde tudo vale. É a aquela velha e conhecida história do “é dando que se recebe”, com todo respeito às prostitutas!

 

Por: Quico Cuter