Pipocas! Que raio de seleção é essa nossa?

O assunto que eu pretendia explanar estava relacionado aos crimes da internet, onde pessoas desclassificadas e sem caráter usam essa tecnologia para procedimentos espúrios. Porém, a derrota da Seleção Brasileira contra a Colômbia me inspirou a mudar o assunto para o futebol. Vamos a ele.

O Brasil pode até ser campeão da Copa América, que já não tem,  absolutamente, nenhum prestígio a nível internacional. Mas, que raio de seleção é essa? O Brasil que é considerado o país do futebol se resume a isso? São jogadores sem nenhuma identidade com a população. Um horror dentro e fora do campo! Mais da metade dos jogadores não merecem vestir esta camisa, nem representar o país.

Temos uma seleção que joga em função de um único jogador que é realmente acima da média, um craque na acepção da palavra: Neymar. Sem ele quem mais temos nesse grupo em condições de vestir esta camisa? Dá para contar nos dedos! Não se pode conceber jogadores como Fernandinho e Elias atuando entre os “titulares absolutos” do técnico (?) Dunga.

E, apesar dos problemas particulares extra-campo com a Justiça da Espanha por causa dos valores de sua contratação pelo Barcelona, Neymar,  tem outro sério problema dentro de campo. Jogando no Barcelona ele olha para o lado e vê Messi, Iniesta, Suárez, Ivan Rakitic e Mascherano. Já na seleção tem que aturar Douglas Costa, Philippe Coutinho, Willian, Fred (do Shakhtar Donetsk), Firmino ou Casemiro. E o Robinho na reserva…

Não é à toa que ele perdeu a cabeça contra a Colômbia na vexatória derrota por 1 a 0, depois de ter vencido o Peru por 2 a 1, num outro difícil jogo duro. De assistir! Não é pela derrota em si, já que a Colômbia tem um time razoável, mas sim pela maneira como o Brasil jogou.

Esta seleção é o retrato do que virou o futebol brasileiro, que tem como mandatário na presidência da CBF um cidadão nefasto como Marco Polo Del Nero (que não resta a menor dúvida), que substituiu José Maria Marin (vice-presidente, preso na Suíça, acusado de corrupção), que substituiu Ricardo Teixeira (aquele), que, por sua vez entrou no lugar de João Havelange (o pai de todos).

Gente!  Não podemos nos esquecer que teremos as eliminatórias sul-americanas visando a Copa da Rússia de 2018 que começam em outubro deste ano e terminam em outubro de 2017. Serão dez seleções na disputa por quatro vagas. O quinto colocado ganha o direito de buscar vaga em repescagem contra seleção de outra confederação. 

Com essa escassez de talentos, vamos viver uma situação complicada. Com a exceção de Neymar e, talvez, Robinho e  zagueiros como Thiago Silva, Miranda e David Luiz, temos uma safra de jogadores comuns, muito abaixo da tradição do país do futebol.

E com Dunga no comando técnico e Gilmar Rinaldi (aff!) como coordenador de seleções vamos jogar como uma equipe mediana. Sem brilho, marcando muito, fechada e contra-atacando, dependendo da inspiração de Neymar.  Comparativamente,  nossa seleção está com uma diarréia crônica. Não podemos nem pensar em espirrar, tossir ou levar um susto. Senão…