Mulher brasileira tem que ser mais respeitada

As conquistas das mulheres nas últimas décadas aconteceram, não há dúvidas. Mas é muito pouco. A mulher merece muito mais.  Milhões delas continuam sendo subjulgadas por seus pares e a violência doméstica é muito acentuada. A estatística é assustadora. E não deveria ser assim, afinal não existe uma lei feita, exatamente, para punir com muito mais rigor a agressão física contra a mulher? A tal Lei Maria da Penha. No papel é até bonita, mas na prática é quase ineficiente.

A lei é um dispositivo legal brasileiro que visa a aumentar o rigor das punições das agressões contra as mulheres quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. Decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006, a lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006. Uma pergunta pertinente: alguém tem conhecimento de que um homem esteja preso por causa da Lei Maria da Penha?

Sabem por que ela foi criada? Uma mulher chamada Maria da Penha Maia Fernandes, foi vítima de violência doméstica durante 23 anos de casamento. Em 1983 a violência chegou ao seu ápice quando o marido por duas vezes, tentou assassiná-la. Na primeira vez, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e afogamento. Após essa tentativa de homicídio ela tomou coragem e o denunciou. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos. Ainda assim ficou apenas dois anos em regime fechado e colocado em liberdade. O nome desse cidadão? Marco Antonio Heredia Viveros, que aos 64 anos vive em Natal. Com idade avançada, mas forte e feliz.

E vamos mudar o tema da conversa de pato pra ganso, sem perder o foco na mulher. Nessa época de Copa do Mundo milhares de turistas aportaram no país com a convicção de que a maioria das brasileiras é prostituta. Generalizam. E levam essa imagem do Brasil pra fora por conta de quem não tem pudor em mostrar a bunda.  

Em cada estado onde estão sendo realizados os jogos ou nas cidades onde os jogadores se concentram a oferta de mulheres é farta. Um deleite para os cafetões de plantão. Loiras, morenas, negras ou mulatas são oferecidas como mercadorias para as festas que atravessam as madrugadas. A escolha, em sua maioria, é feita por vídeo. São duas situações distintas: as que são submetidas à violência ou as que aceitam serem comercializadas.  

Não se pode duvidar que a mulher é o ser mais perfeito criado por Deus. Afinal Ele a  escolheu para o ato mais sagrado da vida: gerar uma nova vida para perpetuar a espécie humana, coisa que nenhum homem teria coragem de fazer, mesmo que pudesse. Então a mulher merece ser tratada com todo respeito do mundo. Quem agride uma mulher está agredindo a Deus. Por outro lado, a mulher deveria sim, se respeitar mais, se precaver e deixar sua nudez  restrita a revistas do gênero e não escancarar seus dotes físicos, publicamente. Mesmo sendo elas a esmagadura minoria, indiretamente acabam tomando um espaço gigantesco como se no Brasil só existisse animais silvestres, futebol e bundas.