Mais um imortal gênio do riso deixou a vida terrena

Moe Howard, Larry Fine e Shemp Howard (Os Três Patetas), Charlie “Carlitos” Chaplin;  Stan Laurel e Oliver Hardy (O gordo e o Magro); Buster Keaton; Jacques Tati;  os irmãos Groucho, Chico e Harpo Marx (família Marx); Amácio Mazzaropi;  Chico Anísio; Cantinflas; Oscarito; José Vasconcelos; e Ronald Golias. São alguns artistas imortais que fizeram muito sucesso, tanto no cinema como na televisão, com o intuito único: fazer rir.

Esta semana, aos 85 anos, mais um imortal deixou a vida terrena: Roberto Gómez “Chaves” Bolaños. A longevidade dos personagens criados por este genial ator, escritor, comediante, dramaturgo, compositor e diretor mexicano fez com que pessoas das mais diferentes gerações do planeta rissem com suas histórias.  Ele fez parte da minha geração, assim como da geração de minha filha e a da minha neta.

Bolaños foi um dos atores que mais ficou no ar na história da televisão com um mesmo personagem (no caso o Chaves, um menino órfão que vive dentro de um barril em uma vila e adora sanduíche de presunto). Seu humor infantil e recheado de “chavões” originais leva famílias inteiras a assistirem e amarem os personagens de suas séries.

Através de seus roteiros recorrentes, o Chaves se tornou sucesso em todo o mundo, com o grupo de atores em distintas épocas formado por Carlos Villagrán (Quico);  Ramón Valdés (seu Madruga);  Florinda Meza (dona  Florinda);  Rubén Aguirre (professor Girafales); Édgar Vivar (seu Barriga); Angelines Fernandez (dona Clotilde, a bruxa do 71); Horacio Gómez Bolaños (Godines);  e María Antonieta de las Nieves (Chiquinha), que também encontraram fama internacional.

Quem consegue não rir com essa turma que mora numa vila de propriedade de Barriga, que se desespera com os eternos 14 meses de aluguel devido por Madruga e sempre é recebido com uma “cacetada” do Chaves? E do amor entre Girafales e Florinda? Da ingenuidade do Quico? Da esperteza da Chiquinha?  Da paixão não correspondida da Clotilde pelo Madruga? Demais! Sem palavras!

Sua morte, que causou comoção mundial, não irá impedir que continue divertindo gerações por outras décadas futuras. Ele jamais será esquecido e sua obra, certamente, perpetuará. E eu, como venho fazendo há décadas vou continuar me divertindo com os seriados. Bolaños  foi tão criativo na construção dos textos que mesmo a pessoa assistindo a um episódio repetido,  consegue se divertir como se fosse inédito, embora ache que na Vila de Barriga ninguém tem paciência com ele. Isso! Isso! Isso!