Já foi iniciada a podre corrida da indecência

E vai começar a festa!

Este ano a população brasileira irá escolher quem será o presidente da República que terá a responsabilidade de governar a nação no quadriênio 2015/2018, assim como os governadores dos estados, deputados federais, deputados estaduais, e senado. Cinco eleições em uma. Milhares de nomes serão colocados ao crivo popular. Muitos políticos querem permanecer no poder, outros tantos buscam entrar nele. Vários se candidatam debaixo de enxurradas de suspeitas de corrupção de toda ordem e enriquecimento ilícito. Que ficha limpa, que nada!

A esmagadora maioria dos eleitores (muitos dos quais mal sabem escrever o nome) não está nem aí com os desmandos da classe política e não se importa com o pleito eleitoral. Sequer lembra para quem votou na última disputa eleitoral e não faz idéia para quem vai votar na próxima. Alguns chegam a afirmar que escolhem antes de entrar na urna através do primeiro “santinho” que encontram. Um voto aleatório. Isso mostra a descrença da maioria do povo brasileiro em relação à política e contribui para a “banalização” do voto.

Por isso é que um resquício da ditadura, que atende por obrigatoriedade do voto, ainda paira sobre o país e nenhum político tem coragem de enfrentar. Com atitude e não com discurso! Falar é uma coisa, fazer é outra. Sem a obrigatoriedade do voto qual seria o percentual de eleitores que se disporiam ir até os locais de votação? Vou bater nessa tecla vezes e mais vezes. E ficar na dúvida!

Nem sempre os eleitores se identificam com as características e propostas dos candidatos e não conseguem compreender a importância de uma eleição. E os políticos ardilosos como são exploram essa ignorância popular com discursos inflamados, com frase de efeito e demagógicos canalizando votos e obtendo vitórias expressivas.

O pior de tudo que muitos políticos, com passado podre privilegiam, durante a campanha eleitoral, os ataques, a desqualificação do adversário e o questionamento de seus atributos morais. E na maior cara de pau defendem a bandeira da ética, da moral e da decência. Pior é que muita gente acredita. Com isso, as propostas e discussões que envolvem áreas importantes e que afetam, diretamente, a vida das pessoas são colocadas em segundo plano. Enfim, dane-se o povo!

Como seria importante que as pessoas fizessem uma espécie de triagem antes de escolher o candidato.  Procurar saber o que fez e o que pretende fazer para melhorar a vida de seu estado, de sua região, de sua cidade. Ah! Se a maioria da população brasileira fosse politizada, soubesse dar valor ao voto e que união faz a força. Seguramente poderíamos sonhar com país igual para todos.