Honoráveis bandidos de cada dia

Elize Matsunaga, Suzane Von Richthofen e Anna Carolina Jatobá (lembram-se delas?) entenderam que o mundo espiritual asperge dos devaneios carnais e se mostram arrependidas por terem se enveredado pelas sendas da perdição e proclamam conversão. Agora são evangélicas e não mais importa que uma tenha matado e esquartejado o marido, ou a outra ter arquitetado o assassinato dos pais ou a terceira ter tirado a vida de uma criança, filha do seu marido. Tudo isso ficou no passado. Elas, angelicalmente, encontraram a luz. Isso é Brasil! Ora pro nobis!

Quem sabe outros “arrependidos” sigam o mesmo caminho como: Gil Rugay, Alexandre Nardoni, Daniel Cravinhos; Jorgina de Freitas; Roger Abdelmassih; Francisco de Assis Pereira (maníaco do parque), Lindemberg Alves, Nicolau dos Santos Neto (juiz Lalau); Luiz Fernando da Costa (Fernandinho Beira-Mar), Antônio Marcos Pimenta Neves (aquele), Francisco Costa Rocha (Chico Picadinho), Guilherme de Pádua Thomaz (esse, pasmem, já é pastor); Pedro Rodrigues Filho (Pedrinho Matador), Hosmany Ramos; Hildebrando Pascoal Nogueira Neto (deputado do motosserra), entre muitos outros. Isso é Brasil! Aleluia!

Nesse contexto, aproveitando o ensejo, poderíamos sugerir ao Papa Francisco a canonizaçção de algumas “celebridades” que não tiveram a oportunidade de se arrependerem e não se fazem mais presentes entre nós como Leonardo Pareja; Ramiro Matildes Siqueira (Ramiro da Cartucheira); João Acácio Pereira da Costa, (Bandido da Luz Vermelha); Lúcio Flávio Vilar Lírio; Paulo César Siqueira Cavalcante Farias (o PC do Collor); Djanira Ramos Suzano (Lili Carabina); Diogo da Rocha Figueira (Dioguinho); Cristino Gomes da Silva Cleto (Corisco, o Diabo Loiro), Virgulino Ferreira da Silva (Lampião), entre outras “celebridades”. Isso é Brasil! Misericórdia!

Brincadeiras (?) ? parte, entramos no assunto do bandidismo para lembrar que o Brasil é, realmente, um país paradoxal. Aqui os que fazem as leis são os maiores criminosos. Os tais “colarinho branco”. Não que se apoderem de armas de grosso calibre e saiam matando ? torto e a direito. Eles matam a esperança, a fé, a família, a harmonia. E você pode me perguntar. Como pode ser isso? É simples: hoje a corrupção generalizada, principalmente, no Congresso Nacional, impede investimentos em setores cruciais para o desenvolvimento humano como Saúde, Educação, Trabalho, Cultura, Habitação e Esporte.

A esmagadora maioria das famílias brasileiras pena para fazer três refeições por dia. Só esse dado bastaria para levar pessoas ? criminalidade, começando com pequenos delitos para se alimentar até chegar aos crimes hediondos que chocam a opinião pública. E por mais graves que sejam os crimes nenhum cidadão pode permanecer na cadeia por mais do que 30 anos, independente do tempo de sua condenação. E a pensar que para determinados crimes só mesmo a cadeira elétrica ou a câmara de gás…

Mas vamos nos ater ao crime político onde se vê, regularmente, notícias de que fulanos desviaram milhões dos cofres públicos e que cicranos abriram contas no exterior para dar e receber propinas em paraísos fiscais. Só que mesmo sendo constatada a corrupção o dinheiro não retorna. Muito menos os infratores são presos. Parece mesmo que no Brasil o crime de colarinho branco compensa.

Essas manifestações que estão sendo feitas a nível nacional, acenderam uma luz no fim do túnel, para acabar com a corrupção que virou sinônimo do político brasileiro. Passou da hora de vir de Brasília atos concretos que melhorem a vida do povo e não de uma minoria que tem o poder da persuasão e da sedução para continuar mamando nas voluptuosas tetas do poder, enriquecendo ilicitamente ? custa de milhões de brasileiros.

Enquanto essa gente estiver no poder a situação, dificilmente, vai mudar. Por isso, esses homens que se eternizam nele deveriam levar uma lição que viria, exatamente, das urnas. Imagine você, se 70% da população optasse pela anulação do voto nas eleições no ano que vem. Seria deveras interessante ver esse tipo de manifestação limpa, pacífica, popular e exemplar proliferada no Brasil. Que Deus ilumine a cabeça (e o voto) de cada brasileiro. Amém!