Empresas deveriam olhar com carinho para os Jogos do Sesi

Neste mês de maio foi aberta, oficialmente, a 67ª edição dos Jogos Industriários do Sesi em cerimonial realizado no ginásio poliesportivo. Os jogos se prolongam até o mês de novembro e estarão em disputa 39 modalidades diferentes, contando com as especiais como tiro de estilingue, boliche, cabo de guerra, parede de escalada, trekking, pesca, entre outros.

Entretanto o interesse das empresas não está sendo o esperado e vem caindo ano após ano. Isso porque, ao que parece não está havendo o sincronismo entre a gerência e funcionários. E os jogos são, indubitavelmente, muito importantes para o congraçamento entre patrão e empregado.

E o nosso Sesi de Botucatu não mede esforços para facilitar a adesão das empresas que têm poucos gastos para montar suas equipes. Não estou dizendo aqui que uma empresa de pequeno e médio porte deva disputar todas as 39 modalidades. Seria utopia. Mas é só buscar dentro do quadro funcional a aptidão esportiva de cada um. Será que uma empresa de pequeno porte não teria funcionários que joguem modalidade simples, como por exemplo, truco, dominó, tiro de estilingue ou pesca?   

Lembro-me que os Jogos do Sesi  em Botucatu já foram muito competitivos, com um grande número de empresas participantes. Falo isso com propriedade, pois disputei os jogos nos anos 80 e 90, em modalidades onde conquistei medalhas de ouro no futebol de salão, truco, xadrez e jogo de dama, assim como prata e bronze em outras modalidades como snooker, tênis de mesa, pebolim, voleibol e basquete (apesar dos meus 1,68m).

Então, seria muito interessante que as empresas incentivassem seus funcionários a participarem dos jogos, que desde 1947 vêm sendo disputados e se consagraram nacionalmente como uma das maiores organizações esportivas, objetivando mobilizar trabalhadores e empresários de milhares de indústrias.

Se o Sesi dá toda estrutura para que os jogos sejam realizados, cabe às empresas investirem em ações de conscientização para estimular seus trabalhadores a se interessarem em participar, fazendo-os compreender a força e o poder do esporte como uma atitude saudável, educativa, capaz de gerar bem-estar e qualidade de vida. E tem outro detalhe: o trabalhador participante pode trazer consigo familiares e amigos para os jogos.

Então, as empresas têm que se conscientizar que levar os valores do esporte para a vida do trabalhador é investimento em qualidade de vida, que reflete em mais produtividade e competitividade para a indústria. Uma coisa está ligada a outra: ganha o trabalhador, ganha a indústria, ganha a sociedade como um todo. É isso!