É nosso povo brasileiro que pede clemência, presidente!

Muita controvérsia aconteceu com relação ao fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em um complexo de prisões, na Indonésia. Por mais violento que tenha sido o ato, não podemos nos esquecer que cada país tem seus costumes, suas normas legais e suas leis. Quem comete crime sabe que na Indonésia a pena para tráfico de entorpecentes é essa. Existem hoje naquele país 64 presos e, entre eles, outro brasileiro, o paranaense Rodrigo Gularte, que também foi condenado à morte por tráfico de drogas.

O que me deixa pasmo é a presidente do Brasil Dilma Vana Rousseff e alguns pseudos defensores dos direitos humanos se mostrarem “estarrecidos e consternados” com a execução sumária da pena e pediram clemência ao condenado. Parece que estão querendo fazer mártir um cidadão que está longe disso. É por causa de pessoas desse naipe que muitos jovens se enveredam pelas sendas da dependência química. E na Indonésia isso não é tolerado. Ponto!

É que vivemos num país onde as leis são feitas para não serem cumpridas, principalmente se o infrator tiver poder aquisitivo para pagar bons advogados ou for político, a classe mais nefasta deste pais e que é protegido por esse absurdo chamado foro privilegiado, concedido a autoridades políticas para que sejam julgados por um tribunal diferente ao de primeira instância onde estão as ações da maioria dos brasileiros que cometem crimes.

A presidente deveria sim ficar estarrecida e pedir clemência ao que acontece com a maioria do povo brasileiro, onde a lei está longe de ser igualitária para todos. Aqui prende-se quem furta manteiga de supermercado e livra-se quem rouba o prédio. Grandes criminosos do país transitam de terno e gravata pelo Congresso Nacional, assembleias legislativas, acompanhados de assessores oportunistas e medíocres ou os que estão à frente de estatais, secretarias ou infiltrados em ministérios. Corja!

É isso senhora presidente, senhores governadores, senhores prefeitos que é estarrecedor. Vamos deixar de observar o cisco no olho alheio e se preocupar com o caibro que está no próprio olho. Não tem sentido nenhum a presidente, ou quem quer que seja, se meter em leis que vigoram em outros países, onde o criminoso é apenado de maneira exemplar.  Ou seja, o criminoso é tratado como criminoso e não como celebridade. E aquele cidadão era um criminoso.

Vamos nos preocupar com a corrupção que faz parte do cotidiano brasileiro e mata gente de fome. Isso sim é estarrecedor. Vamos deixar de demagogia, tentando defender um criminoso que aos olhos da lei da Indonésia cometeu um crime que resultou em seu fuzilamento. Fosse aqui no Brasil, talvez nem para cadeia iria. E esse cidadão traficava há anos e até ser preso. Atuava na rota Rio de Janeiro, Amsterdã (Holanda) e Bali (Indonésia). Estava longe de ser um santo.

Além do brasileiro, foram executados na ilha de Nusakambangan Ang Kiem Soe, um cidadão holandês; Namaona Denis, um residente do Malawi; Daniel Enemuo, nigeriano; e uma cidadã indonésia, Rani Andriani. Outra vietnamita, Tran Thi Bich Hanh, foi executada em Boyolali, na Ilha de Java.  A exceção do Brasil nenhuma autoridade pediu clemência ou se mostrou estarrecido e consternado com a pena capital, já que naquele pais é isso que acontece.

Por isso se nossas leis inseridas no Código Penal Brasileiro (CPB) e na Constituição Confederativa do Brasil fossem, integralmente, cumpridas, poderíamos viver em um país melhor para todos. Mas, infelizmente, a presidente se preocupa com leis alheias. Enquanto isso o dinheiro do Brasil está nas mãos de uma minoria de 10% da população. Os outros 90% dos brasileiros matam um leão por dia para viver. É o povo brasileiro presidente que pede clemência!