Disputa para prefeito em 2016 está ativa em 2015

Aperte o cinto! Segure-se na cadeira! Salve-se quem puder!  Mesmo faltando mais de um ano para o pleito, aos ânimos já começam a se acirrar  com “alfinetadas e beliscões” entre os prováveis candidatos a sucessão da cadeira do atual prefeito João Cury Neto.

Como Cury não será candidato abre a possibilidade de pessoas ligadas ao grupo de sustentação pleitear ser o nome de consenso. E várias estão se manifestando. Embora aleguem que “o importante é grupo”,  trabalham nos bastidores para ganhar projeção. É um abacaxi para o prefeito descascar, já que a escolha passará pelo seu crivo, com toda certeza.

Nesse grupo situacionista podemos citar secretários como Caco Colenci (Governo), Milton Bosco (Agricultura), Alessandra Lucchesi de Oliveira (Educação), Claudio Miranda (Saúde) ou André Peres (Obras). Na vereança temos o André Rogério Barbosa – Curumim, Reinaldo Mendonça Moreira – Reinaldinho,  Ednei Carreira e Izaias Colino.

E também podemos encaixar nessa corrida o vice-prefeito Antônio Luiz Caldas Júnior (que seria o candidato natural), o  unespiano Rubens de Almeida – o Alemão,  o superintendente da Sabesp, Mário Eduardo Pardini Affonseca e o empresário  Donizeti  Aparecido Manzini.

Na oposição a situação interna é mais amena e pelo menos três grupos estão sendo delineados para enfrentar o candidato de situação. Entre eles o do ex-prefeito Mário Ielo que é unanimidade no PT e já é nome certo para tentar mais um mandato através do voto. Ele foi prefeito por duas gestões seguidas (entre 2000 a 2008) e deixou o governo com alto índice de aprovação popular.  

Nunca é demais lembrar que na eleição de 2012 o atual prefeito, que tinha apoio de 14 partidos, num contingente de 67.245 votos válidos computados (dos 91.397 possíveis), obteve 38.779 votos (57,67%); Mário Ielo ficou em segundo lugar obtendo 27.531 (40,94%) e Gustavo Bilo em terceiro com 935 votos (1,39%). Sem Cury na disputa Ielo aparece com chances reais de ganhar o pleito. Por isso,  a escolha do candidato da  situação será decisiva para manter o grupo no poder. 

E não é só isso. Está se delineando uma terceira frente liderada pelo advogado Junot de Lara Carvalho, que se filiou, recentemente, ao PSD,  abonado por lideranças de peso como Guilherme Afif  Domingues, Gilberto Kassab, Herculano Passos e  Rita Passos  e  se coloca como um forte candidato à sucessão de Cury para o quadriênio 2017 a 2010. 

Junot foi vereador entre 1989/92 onde exerceu o cargo de Presidente Constituinte (outubro de 1989 a abril de 1990), quando foi elaborada a primeira Lei Orgânica do Município de Botucatu.   Mesmo não estando oficializado é citado como candidato. Ele próprio  não nega essa probabilidade.

Pensa que acabou? Nada disso! Através da reestruturação do PP na cidade e contando com a adesão de dissidentes de outros partidos,  o advogado  Carlos Roberto de Souza, o Beto,  está liderando um grupo que se coloca como quarta frente  para disputar a eleição e alguns nomes estão sendo cogitados tanto para prefeito como para a Câmara dos Vereadores.   Em todos os seus pronunciamentos  afirma  que o partido não será coadjuvante nas eleições do ano que vem  e tem apoio dos diretórios nacional e estadual para lançar candidatura própria ao Executivo.

Opa!  Estava me esquecendo da possibilidade de outros partidos menores lançarem candidaturas próprias. Não para ganhar a eleição, evidentemente, mas marcar presença no pleito e “beliscar” votos que poderiam ser importantes para os candidatos das outras coligações partidárias.

Fazendo um exercício político de projeção numérica, no rol das probabilidades, podemos dizer que em 2016 Botucatu deverá estar na casa dos 95 mil eleitores. Desse montante, vamos “pensar alto” e descontar 30%  computando abstenções, nulos e brancos. Sobrariam 63.422 votos válidos para serem disputados.  Façam suas apostas!

Mas não aposte muito! Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!