Candidatos a prefeito em 2016 estão se articulando

Embora pareça prematuro,  a corrida eleitoral para aqueles que pleiteiam ocupar a cadeira do prefeito João Cury Neto, a partir de 1º de janeiro de 2017, já começou. Com mais de um ano de antecedência. Pelo menos três frentes políticas distintas já estão se articulando para costurar apoios e concorrer ao pleito.  E os candidatos terão até outubro deste ano para definir a filiação.

Com João Cury Neto fora da disputa o caminho (na situação) para postulantes ao cargo está aberto. O nome mais cotado é o do secretário de Governo Carlos Eduardo Colenci, o Caco. Também são lembrados o vice-prefeito Antônio Luiz Caldas Júnior, André Peres (secretário de Obras),  Milton Bosco (secretário adjunto da Agricultura), e os vereadores  Izaias Colino, Ednei Carreira e André Rogério Barbosa, o Curumim.

Na oposição a candidatura do ex-prefeito Mário Ielo é dada como certa, principalmente depois que foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por improbidade administrativa e corria o risco de ficar inelegível por oito anos.  O partido já trabalhava com a possibilidade de lançar a candidatura da vereadora Rose Ielo. A absolvição coloca o ex-prefeito na disputa. Embora o partido tenha perdido filiados nos últimos anos continua sendo uma grande força.  Mas tem outro detalhe: circula nos bastidores políticos que Ielo poderia deixar o PT e se filiar noutro partido. Ele nega.

A maior novidade para este pleito deverá vir do PR com a candidatura do advogado Junot de Lara Carvalho, com apoio do deputado Milton Monti.  O advogado vem fazendo um trabalho nos bastidores para consolidar seu nome como uma terceira via e tem, inegavelmente, chance de ganhar a eleição.  Ou seja, quer mostrar seus planos de gestão sem atacar ninguém, apostando na rivalidade e na possibilidade de ataques mútuos entre PT e PSDB. Essa rivalidade existe nas esferas federal, estadual e municipal.

Claro que outros nomes poderão surgir, como uma quarta força vinda do PP, que se reestruturou na Cidade e poderá lançar a candidatura do advogado Carlos Roberto de Souza, o Beto, com apoio do ex-governador do Estado Paulo Maluf, assim como o advogado Gustavo Bilo, do PSOL, que poderá encabeçar uma das chapas de oposição e do vereador Lelo Pagani, que se desligou do PT e é sondado por outros partidos para fazer uma composição política. Outro nome que não pode deixar de ser lembrado é o do advogado Júnior Colenci, mas este poderá ter dificuldade em lançar seu nome. Isso porque o presidente do PMDB é Edison Baptistão que ocupa uma secretaria do atual Governo. 

Enfim, muitos outros nomes de prefeitáveis deverão surgir ao longo deste ano, até que se esgote o prazo da filiação partidária, ou seja, um ano antes da eleição. Com os prováveis candidatos definidos os partidos entram numa nova etapa: costura de apoios,  definição do vice e candidatos a vereança. Se não houver surpresas os 11 atuais vereadores deverão concorrer a reeleição buscando mais quatro anos de mandado.

E por falar nisso é bom salientar que muitos nomes novos estão surgindo buscando uma cadeira no Legislativo. São pessoas ligadas a diferentes segmentos sociais da cidade. Se a média de renovação for de 50%, poderemos ter cinco ou seis novos legisladores para o quadriênio 2017/2020. Ou seja, o pleito será complicado para todo mundo.

O que se espera para 2016 é uma eleição bastante interessante com opções diversas para os eleitores. E ao que tudo indica a eleição não ficará polemizada entre duas candidaturas, como foi da eleição passada entre João Cury e Mário Ielo, embora houvesse uma terceira via com o candidato do PSOL Gustavo Bilo, que entrou na disputa para marcar o nome do PSOL no pleito com parcos recursos financeiros e sem qualquer possibilidade de vitória.

Aventa-se, então, um embate político com três ou, quem sabe, quatro frentes com potencial de votos para 2015.  Isso é bom para democracia e cada candidato deverá apresentar seus planos de gestão para convencer o eleitorado. Mas até a definição dos nomes no segundo semestre de 2016, muita água ainda vai rolar, pois em se tratando de negociação política tudo é possível.  Ou quase tudo.