Botucatu já vive o clima de eleição

Embora ainda falte a realização das convenções municipais, já está tudo caminhando para que a escolha dos candidatos a prefeito que irá governar Botucatu entre os anos de 2013 a 2016, fique em apenas dois nomes.

Pela situação concorre o atual prefeito João Cury Neto, que foi eleito em 2008, governa a cidade desde janeiro de 2009 e busca a reeleição. Pela oposição estará o ex-prefeito Mário Ielo, que administrou a cidade entre 2001 a 2008. Ninguém aposta em uma terceira via para disputar o cargo majoritário.

João Cury também já adiantou que seu parceiro na chapa majoritária será o vice-prefeito Antônio Luiz Caldas Júnior. Já Ielo ainda negocia dividir a chapa com o PMDB que lançaria candidato a vice. As assessorias de ambos os candidatos já estão sendo montadas para a maratona da campanha que se inicia em julho.

Outra preocupação dos dois principais candidatos é buscar uma coligação que permita a possibilidade de eleger o maior número de vereadores para a Câmara Municipal. Neste aspecto fica a dúvida: dos 11 vereadores atuais, quem sai e quem fica? Os vereadores atuais já se posicionaram pela reeleição e cada qual vai batalhar para manter sua cadeira. Direito legítimo e inquestionável.

O que nos deixa pasmo é que existem candidatos com medo de “queimar cartucho” relutando em afirmar que pleiteiam o cargo de vereador, mesmo já estando em franca campanha. Antecipadamente, diga-se de passagem. É isso que é questionável. Estão mentindo antes, pois, claramente, agem como candidato. Demagogicamente, fazem a política do amigo, do bom moço, do ajuda a todos, do piedoso e tantas coisas. Lobos em peles de cordeiros e desprovidos de ética.

O detalhe é que muitos ex-vereadores também estarão concorrendo ao cargo. Também um direito legítimo e inquestionável. Cada um já em clara campanha, mostrando a cara e usando as armas que tem. Os mais privilegiados são os que têm mais facilidade de se comunicarem com eleitores. Mas isso, embora seja favorecimento, não significa favoritismo.

Independente de quem sejam os candidatos, “novatos” ou “veteranos” os eleitores devem estar atentos e antes de exercer o direito do voto devem fazer uma análise e, principalmente, observar o passado de cada um. Quem foi, o que já fez e o que pretende fazer. Se por um lado temos candidatos com boas intenções, teremos, também, os oportunistas e demagogos. É saber separar o joio do trigo e não se iludir com promessas e tapinhas nas costas. Votar para pagar um “favorzinho” é jogar o voto no lixo, é não ter amor pela Cidade.