Assim vamos vivendo em meio ? corrupção

O Brasil é o país da impunidade!

 

Quantas vezes você, prezado leitor ouviu essa frase? Embora repetitiva é muito verdadeira, pelo menos, para os poderosos. Nesse país da impunidade só ladrão de galinha ou de margarina vai pra cadeia. Temos fartos exemplos disso, principalmente na política de Brasília, onde cofres públicos são, impunemente, dilapidados. 

E o dinheiro oriundo dos impostos que seria para investimento em áreas como educação, segurança, saúde, esporte e lazer, escoa para o bolso desses safardanas que vivem à sombra do poder. Poderosos podem até ser processados, e mesmo condenados, mas não é na cadeia que cumprem suas penas. Com raras exceções.

E os poucos que são presos passam alguns meses encarcerados e são soltos. O problema é que o dinheiro que roubaram não é devolvido. Para essa gente o crime (e a cadeia) compensa. E como compensa!  Ser corrupto é a maneira mais eficaz de enriquecer.  O cidadão rouba tudo o que pode até ser descoberto, responde por processos, perdem, temporariamente, seus cargos e direitos políticos, mas não devolvem o dinheiro.  Pode ser execrado, politicamente falando, mas vai usufruir desse dinheiro, guardado a sete chaves em bancos de paraísos fiscais e viver nababescamente.

O pior é que essa gente chega ao poder eleita, exatamente, pela parcela mais sofrida da população. Ou seja, a raposa é eleita para tomar conta do galinheiro e escolhe (a dedo), sua “equipe” de assessores também paga com dinheiro público. E muitos desses assessores usam o cargo para fazer o tal “pé de meia” futuro com negociatas espúrias adquirindo imóveis ou criando empresas, aproveitando-se do cargo que ocupam. Não sei o que é pior: se os políticos eleitos ou os eleitos pelos políticos.

E vamos ser diretos: uma pessoa que pratica a corrupção é capaz de crimes muito mais graves.  De uma forma geral, o grande bandido comum não inicia “carreira” com um latrocínio e sim com pequenos furtos. E vai “evoluindo” com o tempo. Nesse país em que reina a impunidade, esses pequenos atos nunca são barrados e acabam crescendo cada vez mais. Assim é a evolução da nossa corrupta classe política, que se profissionalizou a tal ponto que não se vislumbra uma luz no fim do túnel. Longe disso!

E como este ano é de eleição muitos deles vão gastar parte do dinheiro do próprio povo para tentar se eleger (ou reeleger) e entrar (ou continuar) na dinastia da corrupção encalacrada nas entranhas do país. Claro que existem exceções e não podemos generalizar. Por isso, antes de votar o eleitor tem obrigação cívica e até moral de observar o passado do seu candidato. Hoje numa proporção de 100% dos parlamentares com mandado, o placar está em 93 a 7 em favor dos corruptos. Evidentemente, não iremos extirpar a corrupção do país, mas podemos diminuir e quem sabe, pelo menos, empatar o placar.