A lógica na política é a falta de lógica

Não muda!  Definitivamente, a eleição é uma verdadeira guerra suja para a conquista de um mandato político obtido por meio do voto. Uma coisa nojenta onde vale tudo. Dane-se os conceitos, danem-se as famílias. O que está acontecendo nessas eleições, principalmente, está passando dos limites. 

E só pode entrar nessa batalha quem tiver perfil próprio para tal, ou, em outras palavras, ter lábia, jogo de cintura, convicção para mentir com boa locução e com palavras bonitas, para fazer promessas que sabe que não vão ser cumpridas. Isso não deixa de ser uma forma de “estelionato eleitoral”. E fazem acordo com Deus e com o diabo, para conseguir um minuto a mais no horário político e depois fazer acordos em nome da governabilidade.  

Uma coisa é fazer acordos políticos para governar bem. Outra, e bem diferente, é fazer promessas, muitas vezes até milagrosas, para conquistar o voto do eleitor e depois não cumprir nem mesmos as viáveis. Por isso, o eleitor também tem culpa nesse contexto por ser persuadido, tão facilmente, pelo candidato.

A democracia (forma de governo exercida pelo povo) é o melhor caminho, mas ela só existe na teoria, não na prática. O mandatário não está nem aí para cumprir as promessas de campanha, sobretudo aquelas que atendem aos anseios da sociedade e que ensejaram a sua escolha pelo eleitor.

A democracia é uma via de mão dupla. O eleitor, assim como elege alguém para ser o seu representante na gestão da coisa pública, pode e deve também cobrar o cumprimento das suas promessas e até, por meio das vias competentes, tirá-lo do poder.  Mas não faz isso e o desmando prolifera feito um câncer encalacrado nos tentáculos do poder.

 Daí a necessidade de se aprovar a reforma política que poderia fazer com que se um eleito não cumprir o que prometeu em campanha teria, obrigatoriamente, de deixar o cargo. Mas se alguém espera que haja mudanças pode tirar cavalo da chuva. Vai continuar tudo como era antes no quartel de Abrantes.

Isso porque estamos no Brasil, onde não existe a cobrança e os políticos vão continuar imunes fazendo do nosso País um lamaçal de corrupção. Uma podridão que faz com que 90% da população brasileira seja obrigada a matar um leão por dia (às vezes dois) para colocar comida na mesa de sua família.  Qualquer um que seja o vencedor vai empurrar as promessas por debaixo do tapete, guardar as promessas para a próxima eleição, já que os candidatos serão os mesmos e as promessas e os acordos espúrios, idem.  Anotem as promessas que estão sendo feitas e compare-as daqui a dois anos. 

Para encerrar vale a pena dizer que não são todos os políticos inescrupulosos e rapaces. Tem gente decente na política, mas são poucos.  De 100 políticos salva-se seis ou sete, se muito.  E num colegiado a maioria sempre vence. Então, querer acabar com os desmandos que eles cometem é como enxugar pedra de gelo.